Maior fundo soberano do mundo exclui empresa brasileira

Da Redação – 09.03.2017 –

Eneva, que opera as duas maiores usinas térmicas do país, deixa de fazer parte da carteira de investimentos do Norges Bank, fundo soberano do governo norueguês

A Eneva, que fazia parte do MPX, é uma das 10 empresas mundiais que acabam de ser excluídas do portfólio do Norges Bank, que pertence ao governo norueguês. Todas têm em comum a exploração do carvão mineral. No caso da empresa brasileira, a operação inclui as duas maiores termelétricas movidas com esse combustível no país.

Segundo o Norges Bank, até agora o fundo já teria excluído 69 empresas e colocado outras sob observação. As exclusões foram feitas com base no critério aplicado ao carvão e foram abertas exceções para green bonds ou subsidiárias que são consideradas como tendo significativa atividade de energia renovável.

A Eneva é considerada a maior parte da antiga MPX, do empresário Eike Batista. Após as dificuldades do empreendedor, o legado foi transferido para a E-ON alemã, que mudou o nome da empresa para Eneva. Depois disso, os alemães venderam tudo. Atualmente o BTG Pactual tem 33,73% da Eneva. Já a Cambuhy (Moreira Salles junto com dois executivos da Lanx Capital e ex-Garantia) detém 25,73%, enquanto o restante do capital é pulverizado.

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