Mercado interno de retroescavadeiras cresce 26,6% no semestre

Rodrigo Conceição Santos – 17.07.2020 –

Exportações caem e contrabalançam negativamente, mas as vendas dessas máquinas confirmam a tendência de crescimento da linha amarela de construção.

Pelo compilado da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) o mercado brasileiro comprou 1.979 retroescavadeiras entre janeiro e junho deste ano. O volume é 26,6% superior ao do mesmo período de 2019, quando foram registradas as vendas de 1.562 unidades. O bom resultado só não é perfeito pelo contrabalanço das exportações, que caíram quase pela metade no período.

No primeiro semestre de 2019, as fábricas brasileiras exportaram – principalmente para países da América Latina – 1.078 retroescavadeiras. Neste ano, as exportações foram de apenas 558 unidades no período.

Com a soma de importação e exportações, portanto, o primeiro semestre de 2019 leva pequena vantagem na quantidade total de retroescavadeiras comercializadas. O total do período foi de 2.640 unidades. Em 2020, essa soma quantificou 2.537 unidades (cerca de 4% inferior).

Mercado de retros confirma bom momento da linha amarela
As vendas de retroescavadeiras para os mercados brasileiros são mais um indicativo do bom momento que vive o setor de equipamentos da linha amarela de construção, conforme vem noticiando o InfraROI desde o início de junho.

A JCB, por exemplo, mapeou a operação de 5 mil equipamentos de construção vendidos a clientes brasileiros nos últimos anos. As máquinas estão conectadas ao sistema de monitoramento LiveLink, da fabricante, por onde os proprietários e gestores acessam dados operacionais, de manutenção e de meio ambiente para gerir a frota.

No primeiro quadrimestre de 2020 (janeiro-abril) essa análise trouxe a informação de que não houve queda nos índices de produção. Sim, a pandemia, pelo menos entre os dois primeiros meses que afetou o Brasil (março e abril), não apresentou impacto suficiente para reduzir a utilização das máquinas da marca JCB utilizadas em lavouras, canteiros de obras e minerações. “Mais do que isso, não houve queda no volume de vendas de equipamentos da marca nesse período. Pelo contrário: houve estabilidade”, diz Etelson Hauck.

O conjunto dessas duas informações – utilização mantida e estabilidade nas vendas – baliza a projeção de que o mercado de equipamentos da linha amarela, pelo menos os da marca JCB, anda de vento em popa e deve crescer neste ano.

A Komatsu também revelou ao InfraROI (veja a reportagem completa) que os volumes de vendas e de nível operacional dos 13 mil equipamentos da marca conectados no Brasil não caíram, reforçando a tendência de crescimento desse setor mesmo em meio a pandemia.

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