Mineradoras acreditam que a IoT amplia rentabilidade

Da Redação – 08.01.2018 –

Uma pesquisa da Inmarsat levantou que 70% das mineradoras entrevistadas acreditam que a internet das coisas (IoT) auxiliará na eficiência e produção mineral. O levantamento, feito pela Vanson Bourne, ouviu 100 grandes empresas espalhadas pelo mundo, que ainda identificaram que a IoT aumentará a automação dos processos de negócios e ajudará a identificar oportunidades de econômica.

“As empresas de mineração em todo o mundo estão sob uma pressão constante para produzirem o mesmo material a um preço menor do que o de seus concorrentes. Ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais difícil encontrar jazidas de alta qualidade em países de risco soberano mais baixo”, diz Joe Carr, diretor de Mineração da Inmarsat. Essa pressão, segundo ele, é maior em economias desenvolvidas como o Canadá e a Austrália, onde os custos trabalhistas são maiores. “Essas empresas precisam reduzir os custos operacionais e melhorar a produtividade para se manterem competitivas, e a forma mais eficaz de fazer isso é por meio da adoção da IoT e a automação”, avalia ele.

O executivo defende que a automação para reduzir as necessidades de mão-de-obra pode fazer uma grande diferença no resultado financeiro da mineradora. Ele cita como exemplo uma mina australiana a céu aberto, que pode empregar 100 motoristas de caminhão, cada um ganhando mais de 200 mil dólares australianos por ano, o que se repete entre os funcionários que trabalham nos trens e o pessoal de manutenção.

“A IoT será fundamental para permitir que as mineradoras reduzam a quantidade de extração manual e do transporte de matérias-primas, porque isso permitirá a introdução de uma infraestrutura mais autônoma como frotas de caminhões e trens não tripulados. Ao retirar as pessoas do sistema, a tecnologia autônoma também pode permitir uma operação de 24 horas por dia, 365 dias por ano, eliminando a necessidade de mudança de turno e melhorando a segurança, com um aumento ainda maior de produtividade”, salienta Joe Carr.

Para a Inmarsat, a grande incidência de minas fora da cobertura de redes terrestres ou celulares demonstram que as redes de comunicações por satélite podem oferecer conectividade mais confiável, o que é essencial para uma mineração rentável e crítica em um evento de emergência. “Além disso, a Inmarsat pode fornecer conectividade em minas profundas, a céu aberto e até mesmo no subsolo. Com até 99,9% de tempo de disponibilidade, os serviços de banda L habilitam soluções IoT em minas em qualquer lugar do mundo, mesmo nos ambientes mais remotos e adversos”, defende a empresa.

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