Nokia: de IoT à comunicação crítica

Por Nelson Valêncio – 22.05.2018 –

Empresa mostra soluções que vão da gestão de frota, com inteligência, a sistemas que concorrem com P25 e Tetra

A Nokia é mestre em reinvenção segundo a revista The Economist, que fez uma espécie de perfil dela e da concorrente Ericsson, em sua edição de 10 de março desse ano. No Brasil, esse poder de reinvenção também pode ser constatado. É o caso, por exemplo, da Wing, plataforma de Internet das Coisas (IoT), onde os sensores são apenas parte do processo. O forte aqui é a inteligência de gestão de ativos, conectados a partir de qualquer rede. Um gateway local pode, por exemplo, gerenciar até 2 mil sensores, gerando dados como a temperatura interna de contêineres.

A reinvenção também acontece para resolver um problema das operadoras, a reclamação sobre o não funcionamento dos equipamentos instalados na casa do usuário final. Números mundiais indicam que 30% das reclamações que chegam ao call center das empresas é a respeito desse problema trivial, custando em média US$ 26 (valores mundiais) e exigindo que, em pelo menos 10% dos casos, seja necessária a presença do técnico de campo. A solução? Um novo tipo de gateway, de design estiloso, e que leva a inteligência para as residências, monitora a rede local e envia dados para a operadora (o usuário pode seguir as mesmas informações via smartphone). A tecnologia deve estar comercialmente disponível em junho e o modelo deverá ser o comodato.

Em comunicações críticas – aquelas usadas pelas forças de segurança ou por empresas que precisam de controles mais precisos, caso das concessionárias de energia – a novidade é uma rede que concorre com os padrões P25 e Tetra, usando a LTE, que já tem, inclusive, faixas de frequência liberadas para isso. A vantagem, de acordo com a Nokia, é a maior capacidade de envio de dados e imagens. Nesse modelo, a multinacional entra com seu conhecimento de rede e integração de soluções, inclusive pequenas estações rádio base embarcadas em mochilas, que complementam uma solução mais ampla de cobertura. Os aparelhos são de parceiros, novamente uma mudança e tanto para quem já deteve 40% das vendas globais de handsets em 2007.

 

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