Obras reforçam captação de água para a Grande São Paulo

Da Redação – 29.03.2017 –

Para evitar o desabastecimento de água na maior metrópole do país, a Sabesp projeta obras que ampliam a captação em mais de 22 mil litros de água por segundo.

Com um pacote de seis obras, que somam investimentos de mais de 3,1 bilhões de reais, a Sabesp já dispõe de um plano para a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo no caso de o próximo período de estiagem repetir uma seca tão intensa quanto a registrada entre 2014 e 2015. Para evitar o desabastecimento de água à capital do Estado e cidades vizinhas, a concessionária idealizou esse conjunto de obras, das quais cinco funcionam como um sistema de reserva, aumentando imediatamente o volume de captação em caso de falta de chuva.

Em compensação, se as condições climáticas não forem adversas, esses sistemas de reserva deixam de ser acionados e ficam em stand by para uma eventual necessidade. Segundo a concessionária de água e esgoto de São Paulo, eles permitem ampliar o abastecimento da região imediatamente, elevando a captação em 16 mil litros por segundo, o suficiente para abastecer quase 5 milhões de pessoas. Essa vazão é praticamente a mesma que deixou de ser retirada do Sistema Cantareira durante a crise hídrica de dois anos atrás, com o objetivo de diminuir o ritmo de queda no nível desse manancial.

Três das cinco obras de reserva estão prontas e já foram utilizadas durante a crise hídrica: a ligação Rio Grande-Taiaçupeba, que pode bombear 4 mil litros de água apor segundo; a ligação Rio Pequeno-Rio Grande, também com capacidade para 4 mil litros por segundo; e a captação do rio Guaió, com mais mil litros por segundo.

Já a interligação Jaguari-Atibainha encontra-se em fase de obras e será entregue ainda este ano, podendo captar 5.130 litros por segundo de água da bacia do rio Paraíba do Sul. Ela foi projetada inclusive para operar no sentido inverso, do Sistema Cantareira para o Paraíba, em caso de necessidade. Outro projeto contempla a captação do rio Itapanhaú, cujas obras iniciam este ano.

Essa estratégia de sistema de reserva aumenta a segurança no abastecimento. No caso da seca de 2014-2015, os mananciais do Sistema Cantareira foram os mais afetados. Em suas represas chegou a entrar apenas 25% da média de água. Uma das soluções adotadas foi aproveitar a interligação com os outros sete sistemas da Grande São Paulo, principalmente o Guarapiranga e o Alto Tietê, fazendo com que regiões antes atendidas apenas pelo Cantareira passassem a ser abastecidas também pelos demais. Esse sistema flex já existia e foi ampliado durante a crise, com a ajuda das obras realizadas.

A sexta obra prevista nesse pacote de reforço, que exigirá investimentos de R$ 2,21 bilhões, não funcionará com um mero sistema de backup, pois vai operar permanentemente na captação de água. Trata-se do novo Sistema São Lourenço, maior projeto de abastecimento de água em andamento no Brasil, que entra em operação este ano para atender os municípios de Barueri, Cotia, Itapevi, Jandira e Osasco. Segundo a Sabesp, a soma de todos estes projetos amplia a captação de água para a Região Metropolitana de São Paulo em mais de 22 mil litros por segundo.

 

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