PPP prevê construção de 1,2 mil moradias no centro de SP

Da Redação – 04.05.2016 –

Parceria Público Privada deve adicionar 10 mil m2 de área comercial à região da Luz, contribuindo com a requalificação urbana e reutilização de espaços esquecidos na cidade. 

A revitalização do centro de São Paulo está na mira do governo estadual: das mais de 14 mil moradias previstas para o chamado centro expandido da capital paulista, cerca de 1,2 mil devem ser construídas na região da Luz. A informação é do secretário-executivo da PPP da Habitação, João Octaviano Machado Neto. 

Foto: Vagner Campos
Foto: Vagner Campos

Machado Neto apresentou o projeto na semana passada, em encontro promovido pelo Conselho de Política Urbana da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o secretário, a ideia é aproveitar a infraestrutura que já existe no bairro para diminuir o déficit habitacional da cidade, priorizando as famílias que ganham até seis salários mínimos.

“Queremos revitalizar a área central por meio das moradias. Precisamos usar esse vetor como elemento de requalificação urbana e reutilização de espaços que perderam seu papel na cidade”, afirmou.

PPP da Habitação prevê moradias populares sobre estações de trem e metrô em SP

Ainda de acordo com ele, o projeto também prevê a ocupação dos térreos dos empreendimentos para atividades comerciais. Com isso, estima-se que a região da Luz ganhará cerca de 10 mil m2 de área comercial, contribuindo ainda mais com a revitalização do local.

Outra iniciativa que que compõe a revitalização do centro expandido é a construção de moradias no espaço aéreo de estações de trem e metrô da cidade, possibilitada pela nova Lei de Zoneamento. O plano prevê a criação de 7 mil moradias em terrenos da CPTM e do Metrô, mais especificamente sobre as estações Brás, Bresser e Belenzinho. A previsão de lançamento de edital de consulta pública é para junho deste ano.

“A ideia é criar uma ocupação sobre os trilhos, como existem em diversos lugares do mundo. Talvez com isso criemos uma grande oportunidade de revitalização de um eixo que está completamente degradado”, comentou Machado Neto. “Não estamos inventando moda. Estamos simplesmente atrasados no mínimo meio século ou mais do que isso”, finalizou o secretário-executivo da PPP da Habitação.

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