Rede metropolitana de telecom vai para a nuvem

Redação – 30.04.2021 –

Modelo proposto pela Juniper Networks teria como efeitos a superação dos desafios técnicos e comerciais atuais e permitiria que elas reinventassem seu papel no ecossistema digital

Os desafios das operadoras já são muitos e tendem a crescer ainda mais com a chegada das redes 5G e da Internet das Coisas (IoT) para ficarmos em dois exemplos. E eles envolvem a transformação digital e uma demanda cada vez maior das redes metropolitanas. Então, por que não leva-las para a nuvem? Essa é a proposta da Juniper Networks com sua plataforma Cloud Metro. Para Brendan Gibbs, vice-presidente de Soluções WAN automatizadas, o processo envolve repensar o que é a rede metro antes de reinventá-la.

“Por metro queremos dizer a parte crítica da infraestrutura que hoje trata do acesso e da agregação, onde se reúnem todas as várias coisas que acessam a rede”, define o especialista. Segundo ele, as experiências digitais do futuro só serão proporcionadas se as ideias básicas sobre como as metros são arquitetadas, como são operadas e até para que são usadas forem reavaliadas. E Gibbs traz um ingrediente importante sobre essa parte da infraestrutura das operadoras: o tráfego vai crescer 4x mais rápido nas redes metro nos próximos anos e vai ficar por lá, fornecendo serviços de borda distribuídos.

E mais: as divisões entre as diferentes partes da rede e dos serviços (empresariais, residenciais, xHaul móvel) ficarão menos nítidas. E novos serviços 5G e de borda distribuídos vão enviar quase um terço de todas as cargas de trabalho para as nuvens de borda. Redes metro tradicionais criadas para organizar o tráfego por um núcleo centralizado não conseguirão fazer isso. O executivo da Juniper avalia que, para capitalizar novas oportunidades de 5G e borda, as operadoras precisam de uma rede voltada para resultados orientados pela experiência, e não pela conectividade.

A proposta de reinvenção da empresa transforma as atuais redes metro ponto a ponto em silos em uma única malha versátil de serviços IP. “Nossa visão se baseia em nossa experiência com operadoras com capacidade para nuvem, que automatizam as operações para gerenciar redes amplas em grande escala”, detalha. Gibbs destaca que a Juniper traduz esses conceitos de design para tratar as novas necessidades das redes metro de última geração.

“Ao contrário das arquiteturas fragmentadas atuais, a Cloud Metro é criada para agrupamento de recursos, fatiamento de rede e operações automatizadas baseadas na nuvem. Ela faz interface com funções da rede física e virtual, para oferecer serviços distribuídos mais perto do usuário final”, completa. “Ela distribui de forma inteligente as funções do plano do usuário e a borda de serviços onde for necessário para maximizar a eficiência e a qualidade. Além disso, ela usa uma arquitetura semelhante à nuvem para levar agilidade e resiliência a redes metro”.

Tecnicamente, a solução Cloud Metro da Juniper está baseada em três pilares: malha de serviços IP altamente escalável, inteligência de serviços e automação de ponta a ponta. “Juntos, esses recursos criam uma base para um mundo de novos serviços 5G, de borda e de IoT. Além disso, proporcionam experiências superiores para os usuários, todas medidas e garantidas de forma automática”, argumenta Gibbs.

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