Técnicos esperam “choque de investimento” do setor privado na área de saneamento

Redação – 31.03.2021 –

Evento online reuniu especialistas do setor e aponta iniciativa privada como ator relevante no desenvolvimento de novos projetos

Um grupo de empresas, representantes de governo e executivos do setor financeiro discutiu ontem (30/3) o pipeline de projetos na área de saneamento básico e como o setor privado pode contribuir para que a fila de projetos ande. Demanda não vai faltar pela estimativa da consultoria KPMG, que aponta a necessidade de investimentos de R$ 753 bilhões até 2033 para superar o déficit que atinge o saneamento no Brasil.

Para o presidente do Conselho da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), Carlos Henrique da Cruz Lima, o segmento tem potencial para ser protagonista da retomada econômica do país depois da crise sanitária. “Não temos dúvida de que o saneamento será a grande mola propulsora da economia na retomada pós pandemia, na geração de empregos e de investimentos”.

O evento online contou com três mesas de discussão. A primeira, “Pipeline e oportunidades”, indicou os projetos de concessão na carteira para estudos e as condições para avanços em novos projetos a partir do marco legal – com participação do diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fábio Abrahão; o diretor de Programa da Secretaria de Fomento e Apoio a Parcerias de Entes Federativos, Manoel Renato Machado Filho; e o especialista em água e saneamento do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS (NDB), Marcos Thadeu Abicalil.

A segunda, “Papel dos Bancos de Desenvolvimento no Financiamento dos Projetos”, debateu como os bancos de desenvolvimento atuam na estruturação de projetos e financiamento ao setor. O painel recebeu o superintendente de Infraestrutura do BNDES, Leonardo Pereira; o chefe de Análise da 3G Radar, Pedro Batista; o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Henrique Pinto; a vice-presidente de governo da Caixa, Tatiana Thomé de Oliveira; e o superintendente de Negócios de Atacado e Governo, Helton Chagas.

Por fim, o debate “Percepção dos Operadores” apontou os aspectos relevantes nos editais de concessão e os desafios para o financiamento dos investimentos. A mesa contou com as presenças do CFO da BRK Ambiental, Sérgio Barros; o CFO da Saneamento Ambiental Águas do Brasil (SAAB), Marcelo Mota; o diretor-executivo do Santander, Daniel Green; e o CEO da Aviva Ambiental, Alexandre Lopes.

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