Volvo, Ericsson e Siemens usam IoT em teste de ônibus híbrido

Por Nelson Valêncio – 31.10.2016 –

Recurso está sendo usado no monitoramento do ônibus elétrico-diesel de segunda geração e no próprio processo de recarga da bateria

O “reabastecimento” da bateria de íons de lítio do novo veículo da Volvo envolve a comunicação máquina a máquina (M2M), uma variante da Internet das Coisas (IoT): o veículo se aproxima da estação de carga e a comunicação sem fio imediatamente é estabelecida entre ele e o pantógrafo (a estrututra flexível que se acopla no alto do veículo). Daí, o motorista posiciona o ônibus de acordo com a sinalização e o processo de recarga – que pode variar de 2 a 6 minutos – começa. Numa aplicação comercial ideal, a bateria deveria chegar totalmente descarregada, o que significaria um aproveitamento 100% do modo elétrico.

A conversa máquina a máquina (M2M) entre o pantógrafo e o ônibus é complementada pelos recursos de telemática que controlam várias informações não só do híbrido de segunda geração, como do veículo de primeira geração e do ônibus convencional a diesel, os três que fazem o trajeto testado pela Volvo em conjunto com a URBS. Devidamente georreferenciado, o ônibus transita preferencialmente no modo elétrico em zonas de silencio ou de segurança estabelecidas pela capital paranaense.

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Aproximação do pantógrafo acontece com troca de informações com o ônibus.

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Uma vez “conversados”, sistemas iniciam contato do pantógrafo para recarga da bateria.

Essas áreas envolvem hospitais e escolas, onde a velocidade não ultrapassa os 40 km/h. Não adianta o motorista acelerar porque a cerca eletrônica estabelecida no veículo elétrico-diesel impede qualquer mudança de velocidade. O processo, de acordo com Vinicius Gaensky, responsável pela área de serviços conectados da Volvo Bus Latin America, é automático e controlado remotamente.

Além do gerenciamento de frota – dados enviados regularmente para a central de operação da URBS – os recursos do ITS4Mobility, desenvolvido pela Ericsson e aplicado pela Volvo, podem aumentar a eficiência do transporte público. O exemplo mais real é Goiânia, onde a tecnologia dá informações em tempo real sobre o deslocamento dos ônibus. O passageiro, no ponto, acompanha e organiza sua rota. As prefeituras, por sua vez, podem aplica melhor esse “Big Data” no planejamento mais racional da frota.

Em Curitiba, a Siemens usa uma estação de recarregamento móvel, montada em contêiner e que, entre outras coisas, transforma a energia de alta tensão da distribuidora local no nível correto para o abastecimento do ônibus. Normalmente, como ocorre em outros projetos, a estação é subterrânea e somente a estrutura que suporta o pantógrafo é visível.

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Do lado direito a estação de recarga montada em conteiner, da Siemens.

No site da companhia alemã, parceira da Volvo, o sistema de recarga faz a transformação para até 450 kW e a comunicação entre o veículo e o pantógrafo acontece via rede Wi-Fi. A segurança do processo é garantida pelo isolamento contínuo e pelo monitoramento da energia transmitida. O motorista acompanha o status da recarga pela tela LCD de seu monitor ao lado do volante. Em abril de 2015, seis projetos estavam em atividade na Alemanha, Suécia, Polônia e Canadá.

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