Komatsu prevê mais R$ 110 mi para aumentar produção de fábrica brasileira

Komatsu está construindo novo prédio para aumentar produção da fábrica em 800 equipamentos por ano em 2026; até 2030, a meta é chegar em 5 mil máquinas produzidas anualmente

Por João Monteiro

em 3 de Julho de 2025

No evento de celebração dos 50 anos da fábrica da Komatsu em Suzano (SP) realizado nesta terça-feira (1/7), a empresa anunciou novos investimentos no mercado nacional para aumentar sua produção. Operando no teto de sua capacidade com 3,2 mil máquinas produzidas por ano, a previsão é chegar a 4 mil em 2026 e 5 mil em 2030. Para isso, a Komatsu vai investir pesado. Entre 2023 e 2025, foram R$ 161 milhões e a previsão é de que mais R$ 110 milhões sejam direcionados para a fábrica em 2026 e 2027.

Entre as atualizações com os recursos do primeiro ciclo de investimentos está um novo prédio fabril que deve ser concluído entre setembro e outubro deste ano, com operação prevista para fevereiro de 2026. Ao custo de R$ 42 milhões, o novo prédio será suficiente para aumentar a produção anual para 4 mil máquinas, como afirma Jeferson Biaggi, presidente da fábrica da Komatsu em Suzano.

Uma nova máquina de usinagem também foi adquirida, ao custo de quase R$ 10 milhões. Com ela, deve aumentar em 30% a produtividade da linha de produção. Outros investimentos já realizados incluem robôs de solda e uma linha completamente nova de pintura a cátion.

A Komatsu também prevê investir na contratação de mão de obra. Em 2025, a empresa passou a ter 18 engenheiros de desenvolvimento de produtos, duas vezes mais que em 2022. A expectativa é chegar a 23 engenheiros até o ano que vem. Além deles, outros 200 postos de trabalho deverão ser criados para atender a nova linha de produção. “Esse reforço permitirá o desenvolvimento de novos modelos e a adaptação às demandas da América Latina”, diz Biaggi.

Competição com chinesas e confiança no mercado brasileiro sustentam investimento

O investimento da Komatsu é justificado pela confiança no crescimento mercado brasileiro e pela necessidade de buscar formas de competir com as marcas chinesas. Biaggi afirma que a falta de infraestrutura do Brasil abre uma demanda recorrente para equipamentos de linha amarela. Já para competir com a China, a Komatsu aposta nos menores custos com a produção local, e começou a estudar a possibilidade de utilizar peças de fornecedores.

Um exemplo é a nacionalização de equipamentos. No evento, a fabricante lançou a escavadeira nacional de 50 toneladas PC500LC-10M0, para a qual espera vendas entre 20% e 50% maiores do que o modelo importado.

Além disso, a fábrica de Suzano – a primeira da marca fora do Japão – tem relevância global para a Komatsu. Cerca de 30% da produção dela é destinada à exportação e metade desse volume são de máquinas inteligentes, com maior valor agregado. Outro ponto é que ela é uma das cinco plantas da marca japonesa que conta com sua própria fundição de aço, exportando cerca de 300 toneladas de peças por mês.

“Nós vemos pelos dados de telemetria dos nossos equipamentos em campo que o volume de obras no Brasil está alto e que as vendas de equipamentos estão indo bem”, comentou Biaggi, justificando o otimismo da empresa. Ele reconhece que as expectativas de crescimento não devem atingir o percentual que era esperado no começo do ano, mas os números de vendas devem manter a estabilidade.

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