Tupy investiu R$ 46,3 milhões em P&D no ano passado

O destaque do ano passado foi a estruturação de uma planta-piloto voltada à reciclagem hidrometalúrgica de baterias de íons de lítio

Por Redação

em 13 de Maio de 2026
Sensor desenvolvido pela Hedro (foto: divulgação Tupy).

A Tupy, fabricante de soluções de engenharia aplicadas nos setores de transporte, infraestrutura e energia, destinou R$ 46,3 milhões para projetos de Pesquisa & Desenvolvimento em 2025. Os dados foram divulgados através do Relatório de Sustentabilidade da companhia.

O destaque do ano passado foi a estruturação de uma planta-piloto voltada à reciclagem hidrometalúrgica de baterias de íons de lítio. O projeto permite a recuperação de minerais críticos como lítio, níquel, manganês e cobalto, além de desenvolver metodologias para avaliar a segunda vida de baterias automotivas para armazenamento de energia solar e suporte a redes elétricas.

A estratégia de inovação aberta também foi um ponto de atenção da companhia, Potencializada pela ShiftT, a aceleradora de startups da Tupy, a iniciativa já acelerou 11 empresas, sendo que três delas foram integradas como fornecedoras diretos. O Portal de Inovação Aberta também registrou crescimento de 39% em relação ao ano anterior, alcançando 312 propostas de colaboração técnica.

Crescimento na representatividade feminina

Dentro dos resultados da companhia, o relatório mostra aumento de 87% na representatividade feminina em cargos de gerência e diretoria. O compromisso com a equidade e os direitos humanos também foi reforçado pelo lançamento do programa Caminho Delas, voltado ao suporte de mulheres em situação de violência, e pela trilha de letramento Todo Meu Respeito, que aborda temas como respeito nas relações, diversidades e neurodiversidades, vieses inconscientes e gerações, e combate a assédios e condutas abusivas.

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Responsabilidade ambiental

A Tupy tem um papel importante na economia circular, integrando sustentabilidade e eficiência operacional. Em 2025, a companhia transformou 505 mil toneladas de sucata ferrosa em componentes de alto valor agregado. Atualmente, 96,6% do material metálico utilizado nas operações é proveniente de reciclagem, que em seu ciclo de vida emite menos carbono comparado ao ferro-gusa, uma matéria-prima de origem não renovável, além de contribuir para a jornada de economia circular. Outro aspecto que reforça esta atuação é a comercialização de coprodutos, como areia de fundição e escória de forno, que gerou R$ 33,5 milhões em receita, transformando resíduos em matéria-prima para outras indústrias.

No campo da descarbonização operacional, houve uma redução de 7,5% no consumo de coque por tonelada produzida. Outras iniciativas que contribuíram para a redução de emissões foram o uso de coque de origem reciclada nos fornos fusores, com intensidade de emissões 13,5% inferior à do coque metalúrgico tradicional; a substituição do pó de carvão por materiais alternativos nas linhas de moldagem; e a aplicação de coque que incorpora finos de carvão vegetal em sua composição, 9,5% menos intensivo em emissões que o coque tradicional.

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