Entre Balneário Camboriú e Florianópolis, ainda no litoral catarinense, Tijucas começa a se consolidar como a nova aposta de valorização imobiliária do Brasil. Com localização estratégica, a menos de uma hora dos dois principais aeroportos de Santa Catarina e vizinha das cidades com o metro quadrado mais caro do país, a cidade acaba de conquistar um marco que deve acelerar a sua transformação: a autorização da Marinha do Brasil para a construção de dois molhes na foz do Rio Tijucas.
A obra é importante porque promete reduzir riscos de enchentes, impulsionar o setor náutico por meio da atração a usuários de lanchas e iates de passeio, e abrir caminho para um ciclo de crescimento urbano e imobiliário. A expectativa é que os molhes, aliados à dragagem da Boca da Barra, aumentem a vazão do rio e diminuam a vulnerabilidade da cidade a enchentes.
Ao mesmo tempo, a intervenção vai criar condições ideais para a expansão do turismo náutico e da economia ligada à navegação e ao turismo, setor que já movimenta investimentos relevantes no estado. A previsão é que a obra fique pronta em quatro anos, beneficiando também os pouco mais de 50 mil habitantes da cidade.
Construtoras já têm projetos para Tijucas
Para o empresário Ricardo Laus, fundador da Novo Ambiente Urbanismo e especialista com mais de duas décadas de atuação em bairros planejados, a obra tem efeito multiplicador sobre o mercado imobiliário local. “Tijucas reúne atributos raros: está ao lado de Balneário Camboriú, onde o metro quadrado já ultrapassa os R$ 100 mil, tem acesso rápido a dois aeroportos e agora avança em obras estruturantes aguardadas há mais de 20 anos. Este é um dos momentos mais promissores e estratégicos para investir com visão de longo prazo na cidade”, afirma.
Um dos símbolos desse novo ciclo será o Rio Parque, bairro planejado de 460 mil m² que nasce às margens dos rios Tijucas e Oliveira. O projeto é da Novo Ambiente Urbanismo, que aposta em soluções modernas de infraestrutura, como cabeamento subterrâneo e drenagem, além de um parque linear de dois quilômetros aberto ao público. A proposta integra moradias, comércio, lazer e serviços, seguindo uma tendência global de urbanismo que valoriza bem-estar, mobilidade curta e contato com a natureza.
Segundo estimativas do setor, a valorização média em bairros planejados de Tijucas já tem girado em torno de 30% ao ano nos últimos períodos. Com a obra dos molhes, especialistas acreditam que esse índice pode se acelerar ainda mais e colocam o município no mesmo patamar de expansão que transformou Balneário Camboriú e Itapema em referências nacionais.


