O mercado de sistemas de armazenamento de energia começa a ganhar tração no Brasil, impulsionado por apagões recorrentes, aumento no custo da eletricidade e maior maturidade da geração distribuída. A afirmação é da Solfácil, que viu suas vendas de baterias cresceram 304% no segundo semestre de 2025, em comparação com o início da comercialização do produto em 2024.
A fabricante diz que as baterias deixaram de ser uma solução restrita a projetos específicos e passaram a integrar o planejamento de consumidores residenciais. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (Absae), o mercado brasileiro de armazenamento por baterias poderá movimentar cerca de R$ 77 bilhões até 2034, com 72 GWh de capacidade instalada.
Estratégia da Solfácil com baterias teve que ser revista
Ao longo de 2025, a Solfácil registrou um pico relevante de crescimento nos últimos meses do ano. Do total vendido no ano, aproximadamente 20% no primeiro semestre e 80% no segundo semestre, evidenciando uma aceleração expressiva da demanda ao longo do ano. De acordo com a empresa, esse desempenho está ligado tanto ao aumento da capacitação dos times comerciais e parceiros integradores quanto a um cenário mais desafiador para o setor elétrico.
A empresa iniciou sua atuação nesse mercado em 2024, com um projeto piloto que levou ao esgotamento rápido do estoque inicial. A operação comercial em escala começou em março de 2025, com vendas recorrentes e crescimento gradual ao longo do ano.
Apagões, custo da energia e clima impulsionam demanda
Entre os principais fatores que explicam a alta estão contornar os apagões, após os eventos climáticos extremos que interromperam o fornecimento da energia. Com a bateria, o consumidor garante o funcionamento da casa mesmo quando a rede da rua cai. Além disso, o sistema também ajuda a reduzir a fatura. Quem utiliza tarifas horárias consegue carregar a bateria quando a energia está barata e usá-la nos horários de pico, quando o preço da distribuidora dispara.
Para 2026, a Solfácil projeta crescimento em capacidade de armazenamento em projetos residenciais. Segundo estimativas de mercado, o setor deve continuar em trajetória de expansão, com as baterias ganhando protagonismo no avanço da energia solar no país.


