Consumo de materiais de construção sobe no primeiro bimestre

Consumo de materiais de base por construtoras avança 23,5% e de acabamento cresce 53,7% nos dois primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025

Por Redação

em 31 de Março de 2026
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O consumo de materiais de construção por construtoras e incorporadoras subiu nos dois primeiros meses de 2026, como aponta um levantamento do Ecossistema Sienge. Materiais de base avançaram 23,5% e de acabamento cresceram 53,7% nos dois primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025.

O índice considera janeiro de 2023 como referência (100 pontos) e usa esse patamar para acompanhar a evolução do consumo ao longo do tempo. Em média, o consumo de materiais de base – cimento, areia, blocos e aço – registrou 126 pontos em 2026, acima dos 102 de 2025 e dos 116,5 verificados em 2024. Já os materiais de acabamento — como pisos cerâmicos e tintas — alcançaram média de 176 pontos, contra 114,5 em 2025 e 129,5 em 2024, mantendo o consumo em patamar elevado na comparação anual.

Mercado imobiliário puxa consumo de materiais de construção

O aumento do consumo de materiais de acabamento nos primeiros meses do ano é explicado pelo desempenho recente do mercado imobiliário. De acordo com os Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre de 2025 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram lançadas 453 mil unidades residenciais no país em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024. O volume de vendas também permaneceu acima de 100 mil unidades, mesmo com a taxa básica de juros elevada.

Além disso, os números de consumo da construção civil entre dezembro e fevereiro são, historicamente, baixos. Com uma baixa métrica de comparação, qualquer oscilação de mercado para cima já aponta para um crescimento acima da média.

Crescimento por mês

Ao avaliar os dois primeiros meses do ano de forma isolada, em janeiro, o indicador marcou 130 pontos para materiais de base e 174 pontos para acabamento, patamar superior ao observado em janeiro de 2025, tanto em materiais de base quanto em acabamento. Já em fevereiro, os números foram 122 e 178 pontos para materiais de base e de acabamento, respectivamente, confirmando a tendência de alto consumo.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão para 2026 é de um avanço ainda mais significativo na eficiência do setor. A industrialização da construção e a crescente adoção de soluções sustentáveis são algumas das questões que devem impactar diretamente o consumo de materiais, com os produtos de acabamento superando a marca dos 30% de participação nas compras totais, afirma a entidade.

Metodologia do estudo

Os dados são da nova edição do “Panorama de Consumo de Materiais de Construção por Construtoras e Incorporadoras”, relatório elaborado pelo Ecossistema Sienge em parceria com a Abramat. O estudo considera uma amostra fixa de 1.073 empresas da indústria da construção, com base em 3 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) por ano, totalizando cerca de 8 milhões de itens analisados anualmente.

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