O mercado de “branded residences” (residências assinadas), que tenta emular a grife de marcas para o mercado de imóveis, deve crescer 270% no número de projetos no Brasil e no México até 2031, totalizando 135 empreendimentos combinados, segundo levantamento da consultoria britânica Savills. A participação desse segmento no mercado imobiliário global já alcançou 33%, puxada por um índice de rentabilidade que supera a valorização de empreendimentos tradicionais.
A América do Sul desponta como a região com os maiores índices globais de crescimento devido à baixa exploração histórica da classe de ativos, conforme análise da Savillis. Enquanto os Estados Unidos preveem aumento de 150% no setor, a média das Américas ultrapassará 160% na próxima década. O ritmo garante a manutenção da liderança do continente no mercado global.
O estúdio italiano Pininfarina lidera o portfólio de assinaturas individuais ativas no mundo. O Brasil absorve aproximadamente 70% dos projetos residenciais da marca, que transfere a engenharia aerodinâmica e o design de montadoras como Ferrari e Maserati para a construção civil.
Projetos de residências assinadas no Brasil
Um dos principais polos nacionais que concentram projetos do estúdio europeu é Balneário Camboriú (SC). A construtora GT Home, por exemplo, concentra três arranha-céus assinados pela Pininfarina no litoral catarinense: o mais alto residencial entregue da América do Sul, o Yachthouse (foto acima), edifício de 294 metros de altura; e os condomínios de alto luxo Vitra (recém entregue) e o La Città (em construção).
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Segundo os especialistas da GT Home, a aplicação de tecnologia automotiva na estrutura dos edifícios opera como fator de liquidez e reserva de valor para investidores de alta renda. A construtora explica que a Pininfarina tem atuação direta no design, engenharia e curadoria dos materiais na construção dos prédios.


