A Atlas Critical Minerals, mineradora de minerais críticos, anunciou um resultado considerado forte em seu projeto de grafite em Minas Gerais. Na campanha inaugural de sondagem diamantada, todas as 20 perfurações realizadas até agora interceptaram grafite, com um dos intervalos somando 33,78 metros e teor de 7,97% de carbono grafítico, em área próxima à superfície.
Os dados reduzem o risco geológico, já que há um corpo mineral grande e consistente em toda a área, além de um trecho com mais de 30 metros mineralizados, o indica uma quantidade significativa de rocha contendo grafite em um único ponto. Por fim, o teor de quase 8% de carbono grafítico é um nível considerado elevado dentro do padrão da indústria — quanto maior o teor, maior é a quantidade de grafite extraída por tonelada de rocha.
Segundo a Atlas, os novos dados se somam a amostragens de superfície com até 19,4% de carbono grafitizado e a testes de purificação que já levaram o concentrado a pureza 5N, nível considerado extremamente alto, colocando o depósito entre os mais altos teores já reportados para grafite natural em flocos e na faixa de máxima qualidade global para o minério.
Características do projeto de grafite da Atlas
O ativo integra um corredor mineralizado de cerca de 11 quilômetros no Vale do Jequitinhonha, região que vem se consolidando como uma das apostas do Brasil para minerais estratégicos relacionados a baterias e armazenamento de energia. A Atlas já havia divulgado anteriormente resultados de testes em laboratório independente nos Estados Unidos indicando que o grafite do projeto atinge padrões de pureza compatíveis com aplicações de maior valor agregado, como materiais para baterias avançadas.
O projeto de grafite da Atlas em Minas Gerais se soma a outros esforços no País para ganhar espaço na cadeia global de minerais críticos, em um cenário em que bancos multilaterais e governos estrangeiros financiam estudos para mapear novas reservas e elevar a produção de grafite.
Ao anunciar o resultado da campanha de sondagem em comunicado ao mercado de capitais, a empresa busca reforçar para investidores que o Brasil tem condições de disputar uma fatia maior de um mercado de grafite que pode chegar a US$ 36,4 bilhões até 2030, impulsionado por veículos elétricos e sistemas de energia.


