Para as construtoras, a falta de trabalhadores jovens no canteiro de obras é reflexo da desvalorização das profissões e da falta de perspectiva de sucesso nessas carreiras. Estudos do setor da construção civil apontam que cerca de um quarto dos trabalhadores têm mais de 60 anos, número que preocupa já que 82% das construtoras não conseguem preencher todas as vagas destinadas a operários e podem ver eles se aposentando em curto prazo.
Para a FG Empreendimentos, o setor da construção precisa tratar a escassez de mão de obra como um desafio de formação, atração e retenção, não apenas de recrutamento. A principal defesa é pela valorização das carreiras dos canteiros de obras, com remuneração adequada, benefícios, segurança, bem-estar e perspectivas claras de crescimento. Profissionais como pedreiros, carpinteiros, eletricistas, instaladores, técnicos de segurança e mestres de obras precisam enxergar a construção civil como um setor no qual podem construir uma trajetória.
A Cesbe Engenharia vai no mesmo caminho e diz que o primeiro passo é ampliar a atratividade do setor, mostrando que a construção civil oferece oportunidades de carreira, desenvolvimento e participação em projetos relevantes para a sociedade. Isso precisa vir aliado de um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso, com perspectivas mais claras de crescimento.
Quais as estratégias de atração de mão de obra para a construção
A FG diz que aumentar o número de profissionais no setor exige ampliar parcerias com escolas técnicas e instituições de ensino, investir na formação dentro das próprias empresas e criar trilhas que permitam ao profissional evoluir de funções operacionais para posições técnicas e de liderança. A formação profissional desde a base também é a visão da Cesbe, que acredita que cursos técnicos, programas de aprendizagem, parcerias com escolas e instituições de ensino, capacitações em campo e trilhas voltadas às diferentes funções da cadeia da construção possam atrair mais trabalhadores para o setor.
Outro ponto importante defendido pela Cesbe é a modernização do ambiente de trabalho. A empresa entende que a adoção de tecnologias, métodos construtivos mais eficientes e ferramentas digitais pode aumentar a produtividade, reduzir atividades repetitivas e tornar o setor mais atrativo para novos profissionais. “Combater a escassez não significa apenas contratar mais pessoas, mas criar condições para que elas escolham entrar, permanecer e se desenvolver na construção civil”, diz Ana Paula Celline, diretora de Recursos Humanos da Cesbe Engenharia.
Leia mais


