O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) encerrou a operação especial realizada para garantir o suprimento elétrico durante a Copa do Mundo de 2026. A competição costuma trazer variações de consumo, quando a população brasileira deixa fazer outras atividades que consomem mais energia elétrica durante o período dos jogos importantes, e não foi diferente neste ano.
Na final entre Argentina e Espanha, disputada neste domingo, às 16h, o SIN registrou as oscilações de consumo típicas de grandes eventos esportivos. Ao longo da partida, a carga ficou até 6,6% abaixo da verificada em um domingo típico, reflexo da concentração dos espectadores diante das transmissões. No intervalo e após a conquista do título pela Espanha, a demanda voltou a crescer de forma acelerada, com acréscimos de 3.257 MW e 6.479 MW, respectivamente, acompanhando a movimentação simultânea de milhões de brasileiros.
Com 86% da geração proveniente de fontes renováveis, o Sistema Interligado Nacional (SIN) respondeu de forma coordenada às mudanças de comportamento de milhões de brasileiros durante os jogos.
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Os destaques da operação e do consumo durante a Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 apresentou oscilações de carga mais intensas do que as registradas no Mundial de 2022. Enquanto, na edição anterior, as maiores variações ficaram entre 11% e 14%, neste ano chegaram a 20%, exigindo respostas cada vez mais ágeis e coordenadas do sistema elétrico brasileiro e dos agentes do setor sob a coordenação do ONS.
O maior impacto observado durante a competição ocorreu na partida entre Brasil e Japão. Entre 14h e 16h, a carga do SIN chegou a ficar 21% abaixo do registrado em um dia típico para o mesmo horário, configurando a maior redução verificada na Copa.
O dia reservou ainda outro desafio. Após o encerramento do jogo da Seleção Brasileira, grande parte dos torcedores permaneceu acompanhando a disputa entre Alemanha e Paraguai, decidida apenas nos pênaltis. Com o apito final da partida, vencida pelos paraguaios, a carga do SIN apresentou elevação de 4.450 MW em apenas 20 minutos.

ONS destacou consumo de energia durante os jogos do Brasil na Copa (imagem: divulgação).


