Concessionária explica como dribla desafios na gestão de rodovias

Desafios incluem falta de mão de obra especializada e parceiros confiáveis para tocar os projetos

Por Redação

em 24 de Setembro de 2025

O painel “Inovação e tecnologia na infraestrutura viária”, realizado ontem (23/9) na Paving Expo 2025, que acontece em São Paulo, recebeu representantes de concessionárias de rodovias para debater seus desafios no setor. A impressão geral é de que se vive um bom momento para as concessões, mas a desafios que ainda precisam ser enfrentados, como falta de mão de obra especializada e parceiros confiáveis para tocar as obras.

Robinson Avila, diretor de Engenharia na Eixo SP, concessionária que administra a SP-310 (Rodovia Washington Luís) e a SP-225 (Rodovia Engenheiro Thales de Lorena), comentou que o ciclo de concessões rodoviárias que o País tem passado levou a problemas de falta de mão de obra, principalmente de projetistas.

Aliado a isso, ainda há a dificuldade em encontrar bons parceiros para executar os projetos. “As obras rodoviárias são planejadas para durar 30 anos. São R$ 20 bilhões de capex a ser aplicados. Não há espaço para empresas aventureiras nessa jornada”, afirmou. “Nós temos ferramentas para estabelecer custos das obras, então sabemos quando alguma empresa promete algo que não pode cumprir.”

Governos também tem dificuldades em projetos

Os governos também enfrentam desafios na hora de elaborar seus projetos de concessão e também de licitação, como explicou Mohamed Kasem, diretor financeiro do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR). “A modelagem dos contratos de concessões tem o desafio de prever cenários para daqui 30 anos”, lembrou.

Para evitar que obras não fossem cumpridas por falta de recursos, ele conta que foi criada uma resolução que obriga as empresas contratadas a terem um seguro, garantindo maior responsabilidade sobre os acordos.

Lidiane Blank, gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios de Infraestrutura na Votorantim Cimentos, entende essas dificuldades e disse que sua empresa desenvolveu modelos de negócio específicos para atender obras rodoviárias. A intenção é dar previsibilidade para custos previstos em contratos de pavimentos rígidos, se aproveitando da competitividade logística da Votorantim.

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