Indústria de energia está acelerando investimentos em operações autônomas

Levantamento com 400 líderes sêniores aponta que o segmento está avançando rapidamente rumo a quase 50% de automação total até 2030, com cerca de um terço das atividades já totalmente autônoma

Por Redação

em 15 de Maio de 2026

Uma pesquisa da Schneider Electric com 400 executivos sêniores do setor de energia e químicos em 12 países revela um aumento acentuado no senso de urgência em torno de soluções autônomas. Um terço dos executivos (31,5%) afirma que avançar na autossuficiência é uma prioridade “crítica” nos próximos cinco anos, subindo para 44% em um horizonte de dez anos. Por outro lado, menos de 5% globalmente consideram esse movimento uma baixa prioridade.

Os líderes apontam fortes pressões comerciais. Eles alertam que adiar a adoção pode resultar em custos operacionais mais altos (59%), agravamento da escassez de talentos (52%) e perda de competitividade (48%). Ainda assim, a implementação não ocorre sem obstáculos. As principais barreiras incluem altos custos iniciais (34%), sistemas legados (30%), resistência organizacional (27%), preocupações com cibersegurança (26%) e incerteza regulatória (25%).

IA pressiona setor elétrico a ser mais eficiente

A pesquisa mostra o setor em um ponto crítico de transformação, conforme convergem a eletrificação, a automação e a digitalização. Fomentada principalmente pelo crescimento de nuvens de hiperescala e data centers, a crescente busca por inteligência artificial (IA) está impondo uma pressão sem precedentes sobre os sistemas energéticos globais. A demanda por eletricidade deve chegar a quase 1.000 TWh até 2030, intensificando a necessidade de atividades flexíveis, eficientes e resilientes.

Para lidar com o desafio, 49% dos executivos identificam a IA como o principal fator de aceleração da autonomia, seguida por avanços em cibersegurança, computação em nuvem e edge computing, gêmeos digitais, controle avançado de processos e automação aberta definida por software.

A Schneider aponta que, à medida que a IA avança e os sistemas energéticos enfrentam pressões crescentes, as operações autônomas estão se provando essenciais para resiliência e competitividade. Ainda segundo a pesquisa, a automação no setor está mais avançada do que se previa graças aos avanços da automação aberta definida por software, que lidera a próxima fase da inovação em energia.

Países estão em diferentes estágios de automação

O impulso é claro, mas o progresso é desigual, com os dados destacando diferenças regionais nos níveis de prontidão. Enquanto os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) e a Ásia lideram atualmente em maturidade, a América do Norte está posicionada para a aceleração mais rápida na implementação nos próximos cinco anos, alavancada por sua escala na produção e consumo de energia e pela rápida expansão de sua infraestrutura de data centers. A Europa mantém um progresso constante, porém enfrenta a trajetória de adoção mais lenta.

O estudo foi encomendado em parceria com Censuswide e Development Economics e suporte de insights do analista independente do mercado de energia Gaurav Sharma. O levantamento reúne as percepções de 400 executivos seniores do setor de energia em 12 países distribuídos em quatro regiões-chave — América do Norte, Europa, Ásia e GCC — apoiadas por pesquisa secundária e conversas com stakeholders e especialistas da indústria global de energia e químicos.

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