A Neoenergia, por meio da Neoenergia Coelba, vai investir cerca de R$ 25 bilhões até 2030 na expansão, modernização e no reforço da infraestrutura de distribuição de energia elétrica da Bahia. O anúncio foi feito durante a Bahia Farm Show, maior feira de agronegócio do Norte e Nordeste que acontece esta semana em Luís Eduardo Magalhães. Desse total, o Extremo Oeste baiano — principal polo agrícola do Nordeste — concentrará R$ 2 bilhões de investimentos, contando com novas subestações.
Já se sabia que a região iria receber investimentos desde que as concessões da Neoenergia foram renovadas no mês passado, quando a distribuidora anunciou o plano de investimentos orçado em R$ 50 bilhões entre 2026 e 2030. A novidade está no volume de aportes só para a Coelba, que é metade do total anunciado. O objetivo da distribuidora é ampliar a segurança energética, a qualidade do fornecimento e a capacidade de atendimento a mais de 17 milhões de clientes da companhia.
Quais são os projetos da Neoenergia para a Bahia
O novo ciclo de investimentos para o Extremo Oeste prevê a construção de 10 novas subestações na região, a ampliação de potência de outras 15 e a implantação de aproximadamente 3,9 mil quilômetros de rede elétrica. As obras vão acrescentar mais de 822 MVA de potência ao sistema, o que representa um aumento de 93% na capacidade instalada em relação ao cenário atual, ampliando o atendimento a consumidores urbanos, a agroindústria e ainda a inclusão socioprodutiva dos pequenos produtores.
Entre os projetos previstos estão as novas subestações de Luís Eduardo Magalhães e Rosário, consideradas estratégicas para o fortalecimento da rede elétrica da região. A subestação Luís Eduardo Magalhães, que será entregue nesta semana, deve atender a mais de 53 mil consumidores no município, enquanto a subestação Rosário vai reforçar o fornecimento às cargas rurais de Correntina, especialmente no distrito de Rosário, um dos principais polos agrícolas do estado.
“Este novo ciclo de investimentos reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento socioeconômico da Bahia, especialmente do Extremo Oeste baiano, ao garantir a infraestrutura energética necessária para sustentar a irrigação, fortalecer a agroindústria e impulsionar o agronegócio brasileiro”, diz Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.


