Vendas de imóveis novos superam 155 mil unidades no acumulado de 2024

Indicador Abrainc-Fipe destaca forte desempenho do mercado imobiliário entre janeiro e outubro de 2024, com crescimento de 21,5%

Por Redação

em 5 de Fevereiro de 2025

As vendas de novos imóveis cresceram 21,5% no acumulado de janeiro a outubro de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 155.769 unidades comercializadas, conforme apontado pelo indicador Abrainc-Fipe. O estudo foi elaborado com dados de 20 empresas do setor pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) registrou avanços significativos, com aumento de 3,8% no volume de vendas e de 23,7% no valor total comercializado. Nos lançamentos, o setor apresentou alta de 13,6% em volume e 21,2% no montante lançado. Já o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) apresentou um desempenho robusto, com aumento de 26,1% no número de unidades vendidas e 22,5% no valor total das vendas. Os lançamentos do MCMV também tiveram crescimento, com alta de 33% em volume e 34,4% em valor.

Vendas de imóveis novos apontam resiliência do mercado imobiliário

Para a Abrainc, os resultados refletem a resiliência do mercado imobiliário e a manutenção de uma intencionalidade de compra robusta. A entidade também elogia o programa habitacional do governo, destacando que está bem estruturado e que tem sido essencial para viabilizar o acesso à moradia para famílias de baixa renda. Por fim, ela destaca que o MCMV fortalece a demanda por habitação popular, impulsionando a inclusão social e fortalecendo o mercado de habitação popular.

No entanto, ela também cita os desafios para o setor, como a alta da Selic, que restringe o acesso ao crédito e eleva os custos financeiros de empresas e consumidores. Por isso, defende que os juros precisam alcançar patamares saudáveis e, para tanto, é fundamental que o governo federal controle gastos públicos e siga com uma agenda de responsabilidade fiscal.

Por fim, a Abrainc acredita que, com um bônus demográfico favorável, alta intenção de compra por parte dos compradores e uma indústria pujante, o setor tem todas as condições de seguir crescendo acima do PIB em 2025.

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