Campinas terá dois corredores de BRT com investimentos de R$ 333,5 mi

Da redação – 11.03.2016 – 

Obras de mobilidade urbana na cidade paulista vão ter 36,2 km de extensão, com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e devem transportar 250 mil pessoas por dia.

A prefeitura de Campinas (SP) recebeu ontem, quinta-feira, o sinal verde do Ministério das Cidades para iniciar a licitação de dois grandes corredores exclusivos de ônibus, que somam 32,2 km e outros 4 km de corredores no padrão BRT (bus rapid transit) e que cobrem as duas regiões mais populosas da cidade – Campo Grande e Ouro Verde. As áreas concentram 40% dos moradores do município ou 425 mil pessoas. As obras devem receber investimentos de R$ 333,5 milhões do PAC Grandes Cidades. Antes da liberação, o programa já havia coberto o desenvolvimento do projeto executivo para os dois corredores de BRT, orçado em R$ 6 milhões.

De acordo com o Ministério, cerca de 250 mil pessoas devem ser transportadas diariamente pelas três vias, que já existem mas que vão ter um fluxo exclusivo para o transporte público. A infraestrutura para o BRT vai envolver a construção de 29 estações de embarque e desembarque, nove estações de transferência, cinco terminais e 16 obras de arte (pontes, viadutos e passagens de nível).

A implantação começará pelo corredor Campo Grande, com 17,8 quilômetros de extensão saindo do centro de Campinas, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT – Veículo Leve sobre Trilhos e pela avenida John Boyd Dunlop (a mais extensa da cidade) e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com quatro quilômetros de extensão, ligando a Vila Aurocan até Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

O outro corredor, denominado Ouro Verde, terá 14,4 quilômetros de extensão, saindo do Centro, seguindo pela Avenida João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova.

Além da pista exclusiva, o projeto do BRT contempla estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo; centro de controle operacional; estações com bancos, apoiadores e painéis informativos de linhas e localização; estação-plataforma com bicicletário, ciclofaixa, lombofaixa e paisagismo; e utilização de veículos hídricos nas linhas-tronco.

Segundo o Ministério, o governo federal já aportou cerca de R$ 3 bilhões em Campinas. O valor envolve o período de 2003 até março desse ano, sendo que um terço desse montante foi direcionado a projetos na área de mobilidade urbana.

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