Carro do futuro será um celular sobre rodas, prevê especialista

Redação – 14.08.2020 –

A disrupção do setor automotivo já acontece e deve avançar a patamares bastante futurológicos na avaliação do professor da IBE Conveniada FGV, Antônio Jorge Martins. Para ele, o carro tende a ser um celular sobre rodas no futuro, consolidando-se como um espaço de convivência das pessoas, que deverão dividir seu tempo profissional e de lazer com sua residência e seu escritório.

Segundo Martins, essa revolução que atinge todo o setor automotivo, exigindo, dos vários executivos, funcionários e profissionais envolvidos na cadeia automotiva um verdadeiro ‘mindset’. Em alguns anos, iremos nos deparar, de uma forma bem comum e frequente com carros autônomos, os chamados carros robôs, fazendo com que as pessoas possam tirar melhor proveito de suas locomoções. E o carro autônomo nada mais é do que um veículo 100% digital, onde prevalece a conectividade plena de todas as funções existentes, prescindindo-se da presença de um condutor”, diz.

Ele avalia que o carro do futuro será um local onde as pessoas poderão trabalhar ou se divertir com jogos eletrônicos. Os trajetos serão oportunidades para reuniões entre os passageiros ou um bate-papo descontraído entre amigos, além de ser um momento para o uso do celular com toda a tranquilidade, uma vez que não haverá a necessidade e preocupação de estar à frente de um volante dirigindo. “Testes com os carros robôs já acontecem em várias partes do mundo, sendo que brevemente veremos os veículos 100% autônomos circulando pelas cidades”, revela.

Ele ressalta que os veículos robôs são classificados em cinco níveis, sendo que o último dispensa totalmente a presença e atuação humana ao volante. Entre as vantagens da tecnologia o professor pontua a redução drástica do número de acidentes. Atualmente, cerca de 90% dos acidentes são causados pelo ser humano. “Hoje, em termos mundiais, estamos no nível quatro, onde ainda se tem a assistência de um motorista para evitar qualquer tipo de dano, porém testes já estão sendo realizados para o alcance do nível cinco”, diz.

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