Dinamarca sediará a conferência sobre eficiência energética mais importante do mundo

Redação – 22.09.2021 – Evento será sediado em cidade que já reduziu pela metade as emissões de carbono, em um projeto previsto para zerá-las antes de 2030 

A Agência Internacional de Energia (AIE) vai promover a sétima conferência global anual sobre eficiência energética em Sønderborg, na Dinamarca, nos dias 8 e 9 de junho de 2022. A escolha pela cidade se deu porque ela se prepara para neutralizar suas emissões de carbono antes de 2030. O projeto faz parte de uma transição verde e eficaz que a Dinamarca planeja. 

O evento será uma plataforma para a Dinamarca mostrar suas iniciativas sustentáveis, assim como a Danfoss, uma das coorganizadoras da conferência sobre eficiência energética. De acordo com o governo dinamarquês, o país tem uma forte indústria de eficiência energética, que já está muito avançada no desenvolvimento das tecnologias necessárias para atingir as metas globais de redução da pegada de carbono. 

O uso mais eficiente de energia aumentará a segurança do abastecimento e reduzirá a necessidade de expandir a infraestrutura de energia verde. A Agência Internacional de Energia estima que as melhorias de eficiência energética terão que contribuir com aproximadamente 40% das reduções de emissões necessárias para atingir as metas climáticas da ONU em todo o mundo. 

Eficiência energética de classe mundial

Sønderborg reconhece o papel crucial da eficiência energética para atingir as metas climáticas na transição verde. Com a visão ‘Projeto Zero’, a cidade trabalha com o propósito de reduzir suas próprias emissões de gases de efeito estufa a zero até o ano de 2029, enquanto cria empregos locais e novas competências verdes. A cidade já reduziu as emissões em 52%. 

Para a Danfoss, a eficiência energética é a chave para a transição verde e o setor privado tem muitas das soluções prontas hoje. Como exemplo, a empresa cita a própria linha de produção, de 250 mil metros quadrados, e o escritório perto de Sønderborg serão neutros em CO2 já no próximo ano.

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Podcast

    Redação InfraDigital – 20.10.2021 – Pesquisa aponta que 88% dos bancos investiram em UX em 2019, de olho em novas experiências 

    O início da pandemia de covid-19 interrompeu a digitalização do mercado financeiro no Brasil, aumentando em 17% a circulação do dinheiro em espécie no País. O índice foi resultado da entrada do auxílio emergencial de R$ 600 (que chegava a R$ 1200 para famílias chefiadas por mães solo) e por pessoas que guardaram o dinheiro em casa por segurança. No entanto, a praticidade que os meios digitais de pagamento, como o Pix, trazem podem mudar essa realidade. 

    No último podcast da segunda temporada de “O Futuro do Dinheiro”, especialistas do mercado discutiram as mudanças que o setor financeiro tem passado. Fabiano Sabatini, especialista em IoT da Intel, lembrou da pesquisa Digital Banking Report, da consultoria Infosys, que aponta que 88% dos bancos aumentaram o investimento em tecnologia para gerar uma melhor experiência ao cliente. 

    Esse investimento se reflete, por exemplo, na adoção do open banking, como lembra Matheus Marcondes Neto, especialista da Diebold Nixdorf. Além de citar diversos exemplos de tecnologia, ele destacou a simplificação que isso geral ao segmento financeiro, permitindo que clientes possam integrar seus dados entre diferentes serviços bancários para obter melhores soluções. 

    Outro exemplo da digitalização é a integração entre os ambientes físicos e digitais, que já acontece hoje. Aplicativos de diferentes bancos já mostram onde o cliente pode encontrar caixas eletrônicos que atendem a marca e até começar o processo de saque pelo smartphone, como melhor explica Neto no episódio do podcast. 

    O desafio está não só em apresentar melhores experiências, mas também garantir a segurança nos processos sem que isso se torne um incômodo. Sabatini explica que, por isso, os caixas eletrônicos podem contar com tecnologia Intel para garantir a otimização da criptografia. Funciona de forma parecida com o WhatsApp: ele criptografa os dados do cliente ao sair da máquina de autoatendimento até entrar na rede do banco da pessoa. Segundo Neto, da Diebold Nixdorf, isso garante que o cartão não seja clonado, por exemplo. 

    Confira o episódio completo: