Pedreiras rock in roll: Internet das Coisas invade mineração em campo

Da Redação 20.07.2015 – 

Já adotado em operações nos Estados Unidos, México e Europa, tecnologia da Metso começa a ser oferecida no Brasil.

Interface do Metso Fleet Management.
Interface do Metso Fleet Management (clique para aumentar).

Recentemente, aqui no InfraROI, mostramos o caso da transportadora Transmagno, que reduziu os custos de combustíveis e aumentou a segurança de suas operações de movimentação de carga usando a telemetria ou M2M. A boa notícia é que ela não está sozinha no processo de adotar a comunicação máquina a máquina para a gestão de ativos em mercados onde a poeira, óleo diesel e outros componentes menos glamorosos, são a regra. A Metso, multinacional finlandesa, quer trazer a realidade da Internet das Coisas também para esse campo.

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Fora do Brasil, a companhia já tem casos de uso do IoT para monitoramento de britadores móveis da família Lokotrack, cuja operação é acompanhada online e remotamente. Agora, a filial brasileira, sediada em Sorocaba, oferece o serviço às pedreiras e construtoras locais que operam o Lokotrack fabricado na Europa (há outra família produzida na Índia, ainda não habilitado com o serviço).

Chamado de Fleet Management, a tecnologia envolve a transmissão de dados do equipamento via rede satelital e, complementarmente, por meio da infraestrutura das operadoras móveis de telefonia celular. A coleta de dados acontece de forma contínua, usando como fonte os vários conectores ativados no equipamento.

Tecnologia pode utilizar tanto satélites quanto rede 3G.
Tecnologia pode utilizar tanto satélites quanto rede 3G.

Entre os dados monitorados estão as horas de funcionamento, consumo de combustível, localização das unidades com as coordenadas GPS, tempos de paradas e alterações de parâmetros. Com as informações em mãos, os técnicos podem montar relatórios personalizados, identificando problemas e indicando melhorias de imediato. As informações permitem ainda que os gerentes de frota possam especificar melhores taxas de operação dos britadores móveis Lokotrack e ainda otimizar o uso dos combustíveis.

“Os técnicos que gerenciam essas frotas passam a ter uma gestão mais eficaz, ao adotarem dados precisos da utilização em campo do britador”, explica Boris Volavicius, gerente de Suporte a Tecnologia da Metso. Para o especialista, os ganhos de produtividade compensam amplamente a adoção das redes satelitais para o tráfego de dados.

O executivo destaca que o Fleet Management já é adotado em mineradoras dos Estados Unidos, México e várias operações na Europa. Sobre a rede de dados para transmissão, Volavicius lembra que além do satélite, a tecnologia pode operar usando também rede 3G de telefonia móvel convencional. “Como não é necessária a coleta em tempo real, o envio de dados, mesmo com uso de redes satélites, não é um custo pesado”, diz. Na avaliação do especialista, os ganhos com aumento de produtividade compensam tranquilamente os investimentos.

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