Quanto foi a propina na linha Lilás do Metrô de SP?

Da Redação – 05.05.2017 –

Segundo reportagem de hoje, da Folha de S.Paulo, cerca de R$ 25,5 milhões somente no primeiro trecho entregue em 2002. Processo do Ministério Público fala em cartel e foi iniciado com as delações da Siemens em 2013

O escritor Nelson Rodrigues dizia que São Paulo era o túmulo do samba. A velocidade de aplicação da lei pode ser transformar o estado em um túmulo de crimes não apurados. É o caso da suposta fraude envolvendo a licitação da linha 5 do Metrô, a chamada Linha Lilás. Em reportagem de hoje no site da Folha de S.Paulo,  as informações indicam que o primeiro trecho dessa linha custou R$ 527 milhões (valores de 2002), dos quais 5% foram destinados à propina de uma empresa de consultoria formada para “gerenciar” o processo de cartel que envolveria seis multinacionais (Siemens, Alstom, Daimler-Chrysler Rail, ADTranz, Mitsui e CAF) entre 1999 e 2000, no governo Mário Covas, do PSDB.

Infelizmente parte dos suspeitos teve o processo arquivado em função da prescrição da denúncia. Nove deles estão na mira do Ministério Público paulista, dos quais quatro são ex-executivos da Alstom (Paulo José de Carvalho Borges Júnior, Carlos Alberto Cardoso Almeida, Daniel Maurice Elie Huet e Isidro Ramon Fondevila Quionero). A lista (sim, estamos no país das listas) inclui ainda Ronaldo Cavalieri, “que supostamente representou a empresa Siemens no cartel”, segundo a Folha, e Masao Suzuki, ex-executivo da companhia Mitsui.

O consultor Arthur Gomes Teixeira, é apontado como suspeito de ser o lobista “que facilitou o acerto entre os investigados”. Já na proa do processo estão dois ex-diretores da CPTM, empresa de trens metropolitanos, acusados pelo MP “de terem praticado os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por supostamente terem montado uma empresa para receber suborno e favorecerem as companhias”, segundo a reportagem. São eles: João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo.

Entre os beneficiados pela ocorrência da prescrição, segundo a Folha estão o ex-presidente da CPTM Olivier Hossepian Salles de Lima, suspeito de ter recebido propina, e Mário Bandeira,  investigado por supostamente ter violado a Lei de Licitações.

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