Sabesp supera metas e conecta mais de 1 milhão de casas à rede de tratamento de esgoto

Desde a desestatização, Sabesp também expandiu serviços de saneamento para mais de 263 mil residências em áreas rurais e informais, que antes não podiam ser atendidas

Por Redação

em 12 de Dezembro de 2025

Em seu primeiro ano completo de operação após a desestatização, a Sabesp anunciou ter superado as metas contratuais de expansão de saneamento para o biênio 2024-2025. Desde a privatização, em julho de 2024, a empresa conectou mais de 1,06 milhão de residências à rede de tratamento de esgoto, beneficiando diretamente 2,9 milhões de pessoas. Os resultados serão auditados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

A companhia avança em seu compromisso de universalizar os serviços de água e esgoto em 371 municípios até 2029, antecipando em quatro anos o prazo do Marco Legal do Saneamento. Segundo a Sabesp, entre as metas está realizar mais de 4 milhões de novas conexões até o final de 2026.

A companhia conecta, em média, 2.400 domicílios por dia. Para efeito de comparação, o Programa Novo Rio Pinheiros, levou três anos e meio para conectar 650 mil domicílios. A Sabesp alcançou esse mesmo número em 10 meses. Os resultados detalhados da expansão mostram que, além do tratamento de esgoto que alcançou 1,06 milhão de lares, a coleta de esgoto foi estendida para 762 mil residências, beneficiando 2,07 milhões de pessoas, e o abastecimento de água tratada chegou a 645 mil novos imóveis, impactando 1,75 milhão de vidas.

A desestatização também permitiu que a Sabesp expandisse sua atuação para áreas rurais e informais, antes inacessíveis por restrições contratuais. Foram quase 163 mil residências ligadas à rede de esgoto e mais de 105 mil conectadas ao sistema de distribuição de água em zonas afastadas do centro, com moradias informais ou áreas rurais.

Nível de investimento chega a R$ 10,4 bilhões

Para sustentar essa expansão, a Sabesp se tornou a quarta empresa que mais investe no país entre todas as companhias listadas na B3. Nos nove primeiros meses de 2025, a companhia investiu R$ 10,4 bilhões. Desde que a nova gestão assumiu, em outubro de 2024, foram captados aproximadamente R$ 18 bilhões para financiar as obras.

A estratégia de financiamento é diversificada, combinando capital próprio com recursos de terceiros, por meio de debêntures locais, debêntures incentivadas e a emissão de bônus no mercado internacional, garantindo flexibilidade para captar nas melhores condições.

Para proteger o consumidor final das correções tarifárias relativas ao alto volume de investimentos, o modelo contratual previu a criação de um mecanismo financeiro inédito: o Fundo de Apoio à Universalização (FAUSP). O mecanismo foi criado com um aporte inicial de R$4,4 bilhões do governo de São Paulo, correspondente a 30% dos recursos obtidos com a venda de sua participação na Sabesp. Além disso, o fundo é continuamente alimentado com 100% dos dividendos futuros da participação remanescente de 18% do governo do Estado na companhia.

Ainda assim, a Sabesp anunciou um aumento de 6,11% para 2026 na tarifa para os consumidores, acompanhando a inflação do período após a privatização. Segundo ela, o FAUSP e outras mudanças regulatórias permitiram à Sabesp ter a receita necessária para os investimentos sem precisar aumentar ainda mais a tarifa.

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