Brasília puxa vendas de imóveis de alto padrão no Centro-Oeste

Nova rodada do Índice de Demanda Imobiliária destaca oportunidade no Centro-Oeste e avanço de cidades fora de grandes centros no médio padrão

Por Redação

em 15 de Maio de 2026

O mercado imobiliário brasileiro apresentou movimentações mais relevantes nos padrões médio e alto no primeiro trimestre de 2026 e maior estabilidade no segmento econômico, segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil, realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC).

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O trimestre foi marcado por três dinâmicas principais: manutenção da liderança de Brasília no alto padrão, estabilidade no padrão econômico, e maior mobilidade nas posições intermediárias do médio padrão, com avanço de cidades fora dos grandes eixos tradicionais.

Brasília mantém liderança absoluta no alto padrão e puxa Centro-Oeste

O Centro-Oeste reforça sua centralidade no mercado de alto padrão ao concentrar duas capitais entre as três primeiras posições do ranking. Brasília (DF) lidera pelo segundo trimestre consecutivo, sustentada por alta demanda e forte velocidade de absorção de lançamentos, enquanto Goiânia (GO) mantém presença constante entre os principais polos do segmento na terceira posição. São Paulo (SP) ocupa a segunda posição.

Segundo Gabriela Torres, gerente executiva de Dados e Inteligência do Ecossistema Sienge, esse movimento evidencia uma mudança estrutural no mercado de alta renda. Sua leitura é de que a demanda está se consolidando nessa região e permite que setor antecipe movimentos com mais segurança e embasamento.

Cidades médias ganham espaço no médio padrão

O segmento de médio padrão apresenta estabilidade no topo do ranking pelo segundo trimestre consecutivo, com São Paulo (SP), Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Brasília (DF) mantendo suas posições. As principais mudanças do trimestre ocorreram fora do topo imediato, com maior dinamismo entre posições intermediárias e entrada de cidades fora dos grandes eixos de concentração.

No Top 10, o avanço é liderado por cidades médias fora do eixo tradicional. Maringá (PR) sobe dez posições e chega ao quinto lugar, enquanto Itajaí (SC) avança do 13º para o sexto, ambas sustentadas pelo forte crescimento no indicador de Demanda Direta, que atinge nível máximo da escala. As duas cidades entram no grupo das mais atrativas do segmento de médio padrão impulsionadas pelo aumento consistente da procura ativa por imóveis.

Entre as capitais, Belo Horizonte (MG) se destaca ao subir do 11º para o sétimo lugar, impulsionada pela aceleração no ritmo de venda dos lançamentos com menos de 12 meses e pelo crescimento no indicador de demanda direta. Natal (RN) registra ainda o maior salto entre as capitais fora do Top 10, subindo 26 posições e alcançando o 24º lugar, favorecida pela baixa oferta de imóveis usados e pela forte aceleração nas vendas de lançamentos recentes.

Ranking do Padrão Econômico | Renda Familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil

1. Fortaleza

2. São Paulo

3. Curitiba

4. Goiânia

5. Brasília

6. Salvador

7. Aracaju

8. Belo Horizonte

9. Recife

10. Rio de Janeiro

Ranking do Médio Padrão | Renda Familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil

1. São Paulo

2. Curitiba

3. Goiânia

4. Brasília

5. Maringá

6. Itajaí

7. Belo Horizonte

8. Rio de Janeiro

9. Fortaleza

10. Porto Belo

Ranking do Alto Padrão | Renda Familiar Acima de R$ 24 mil

1. Brasília

2. São Paulo

3. Goiânia

4. Curitiba

5. Rio de Janeiro

6. Fortaleza

7. Porto Belo

8. Belo Horizonte

9. São Luís

10. Florianópolis

O IDI Brasil reúne dados reais de transações imobiliárias para mostrar, de forma objetiva, o desempenho do mercado em cada cidade. Na plataforma gratuita é possível consultar todas as 80 cidades analisadas e a metodologia completa.

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