Isa Energia reduz alarmes em 40% no Centro de Operação de Transmissão

Projeto trouxe melhores práticas para o gerenciamento de alarmes em instalações industriais e eliminou excesso de informação para os operadores

Por Redação

em 8 de Julho de 2025
Inauguração do escritório e centro de operações da Comgás em Campinas (foto: divulgação).

A Isa Energia Brasil, uma das principais empresas de linhas de transmissão de energia no Brasil, investiu em um projeto para melhorar a gestão de alarmes do sistema elétrico. Aplicando conceitos de alta performance na interface homem-máquina (IHM), a iniciativa reduziu em 40% o número de alarmes reportados diariamente ao Centro de Operação de Transmissão (COT), em Jundiaí (SP), no primeiro trimestre de 2025.

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Esse volume representa cerca de 800 mil atuações a menos por mês, produzindo mais clareza, eficiência e segurança operacional. Bruno Isolani, diretor de Operações da  Isa Energia Brasil, diz que o projeto resultou em um painel de controle mais inteligente, organizado e útil para o operador. “O operador é como o piloto de um avião: ele precisa de informações claras, precisas e na medida certa para tomar decisões”, compara.

A iniciativa teve como base um estudo técnico aprofundado, incluindo entrevistas com operadores e diretrizes internacionais, como as normas ANSI/ISA-18.2 e EEMUA-191, que definem as melhores práticas para o gerenciamento de alarmes em instalações industriais. Tais normas orientam sobre critérios para classificação, priorização, racionalização e manutenção de sistemas de alarme, com foco na redução de alarmes irrelevantes e no aumento da efetividade operacional.

Categorização de alarmes melhora eficiência na Isa Energia

Após o estudo e com a implementação do projeto, a iniciativa possibilitou categorizar o sistema de alarmes considerando a sua criticidade e impacto na operação em tempo real, aumentando a consciência situacional dos operadores – isto é, sua capacidade de entender rapidamente o que está acontecendo no sistema elétrico. O resultado: decisões mais rápidas, seguras e assertivas em momentos decisivos.

Além de reavaliar os alarmes prioritários e otimizar a apresentação das informações essenciais para a operação em tempo real, 79% das subestações monitoradas pela empresa alcançaram o Nível 4 de robustez de alarmes, conforme os critérios da norma internacional EEMUA-191. Esse nível representa um cenário em que os operadores confiam amplamente no sistema de alarmes, dispondo de tempo suficiente para interpretar as mensagens, compreender o contexto e tomar decisões assertivas.

Antonio Carlos Pigossi Júnior, coordenador de Supervisão e Controle da empresa, diz que o resultado do projeto foi imediato. “A redução de ruídos operacionais e o foco nos alarmes realmente relevantes para a operação em tempo real permitiram que os operadores atuassem com ainda mais agilidade e segurança, diminuindo a sobrecarga cognitiva causada por eventos conhecidos como avalanche de alarmes e potencializando sua consciência situacional para perceber, compreender e antecipar as ações em tempo real. Essa evolução representa um avanço significativo em eficiência, reforçando a proteção das pessoas e a integridade dos ativos do sistema elétrico nacional”, conclui.

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