ABCP destaca redução das emissões do setor de cimento na COP30

Associação apresentou novo Roadmap Net Zero durante a conferência e reforçou iniciativas para descarbonização

Por Redação

em 18 de Novembro de 2025

A indústria brasileira do cimento atualizou os dados de mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) com um novo Roadmap Net Zero, que foi apresentado no último sábado (15/11) durante a COP30, realizada em Belém (PA). A média global de emissões é de 610 kg de CO2 por tonelada de cimento, segundo dados da Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA), enquanto o setor nacional conseguiu reduzir esse número para 580 kg por tonelada.

Segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), o número é fruto de uma estratégia consolidada que aposta na economia circular e na redução do impacto ambiental da produção de cimento. “Pouco depois de implementarmos o Roadmap de mitigação do setor em 2019, renovamos nosso compromisso com a descarbonização, lançando nossa proposta de neutralização de emissões até 2050”, destacou Paulo Camillo, presidente da ABCP durante a apresentação.

O novo Roadmap tem como base todo o ciclo de vida da cadeia do cimento apoiado no desenvolvimento de combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, captura, estocagem e uso de carbono, além de Soluções baseadas na Natureza (SbN). “Todo esse mapa do caminho incorpora fortemente tecnologia e inovação, com ativa participação da academia, agências de fomento e os diversos integrantes da cadeia da construção”, garante o executivo.

Aposta em tecnologias para redução das emissões

A ABCP diz que a indústria brasileira do cimento é pioneira no uso de adições e subprodutos de outras cadeias produtivas, alcançando os maiores percentuais de substituição de clínquer (componente principal do cimento) do mundo. Além disso, dobrou sua participação no uso de combustíveis alternativos nos últimos 15 anos, superando 30% da matriz energética — ficando atrás apenas da União Europeia.

Biomassas como casca de arroz, caroço de açaí, cavaco de madeira e resíduos urbanos e industriais são hoje fontes significativas de energia no setor, substituindo combustíveis fósseis como o coque de petróleo. Esses avanços anteciparam em cinco anos metas previamente estabelecidas e demonstram um compromisso real com a sustentabilidade.

Esse compromisso está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), com metas até 2035. A ABCP afirma que a indústria está trabalhando em estreita colaboração com o governo federal para definir metas setoriais que combinem a descarbonização com o crescimento econômico.

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