Anfavea aposta no Move Brasil 2 para puxar vendas de pesados

Queda das vendas de caminhões e ônibus no primeiro quadrimestre de 2026 chamou atenção da Anfavea, que aposta em programa federal para colocar emplacamentos no eixo

Por Redação

em 11 de Maio de 2026
Caminhão Volvo VMX MAX Euro 6 (foto: divulgação).

Segundo números da Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos no Brasil, apontou uma queda de 17% nas vendas de veículos pesados (ônibus e caminhões) no primeiro quadrimestre de 2026. Foram 37,2 mil emplacamentos no período, contra 44,8 mil entre janeiro e abril de 2025. A queda preocupa o setor, que agora aposta no Move Brasil 2 como forma de garantir pelo menos uma estabilidade do mercado.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou os principais pontos da política na coletiva de imprensa realizada online na última sexta-feira (8/5). Segundo ele, o Move Brasil 2 ampliou o acesso à linha de crédito para ônibus e implementos rodoviários, mais que duplicando os recursos para R$ 21,2 bilhões. Além disso, são até 120 meses de financiamento e limite de R$ 50 milhões por beneficiário. O programa não tem data para acabar e vai durar enquanto restarem recursos.

A expectativa é que a segunda etapa do programa ao menos puxe as vendas para os mesmo patamares do ano passado. O foco maior é na renovação de frota para autônomos e dá algum otimismo para Calvet, que aposta na diminuição da taxa de juros ao longo do ano, mesmo que não seja na velocidade que desejava.

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A Anfavea também celebra a agilidade na distribuição dos recursos na primeira fase do Move Brasil, que facilitaram o crédito para aquisição de caminhões novos e seminovos — com juros ainda menores para quem entregou modelos antigos para reciclagem. O programa teve o mérito de reduzir a queda de vendas, que estava na casa de 31,5% em janeiro, para 17,2% no quadrimestre.

Queda nos números do setor de pesados

Os números dos veículos pesados foram negativos em quase todos os índices. Foram 8,8 mil caminhões vendidos em abril deste ano, abaixo dos 9,3 mil do mesmo mês de 2025 (-5,8%). Os ônibus também tiveram queda de 2,2 mil para 2 mil emplacamentos (-6,9%). No quadrimestre, as vendas caíram de 37,1 mil em 2025 para 30,7 mil (-17,2%) este ano para caminhões; e de 7,7 mil para 6,5 mil (-16%) para ônibus. O ponto positivo é que os emplacamentos se mostraram estáveis entre março e abril de 2026.

A produção de caminhões caiu 12,2% no período de um ano, passando de 11 mil para 9,7 mil em abril de 2026, sendo que a queda do quadrimestre foi ainda maior: 17,2%. Foram 35,4 mil caminhões produzidos nos quatro primeiros meses deste ano, contra 42,8 mil em 2025.

Por outro lado, os ônibus tiveram algum crescimento, subindo 5,9% em abril de 2026: foram 3 mil novos ônibus saindo de fábrica este ano contra 2,9 mil do ano passado. O crescimento acompanhou o quadrimestre e foram vendidos 10,6 mil ônibus no período de 2026, 600 unidades a mais que o ano anterior.

A exportação também caiu no quadrimestre de 10,1 mil para 8,3 mil veículos pesados. O volume mensal manteve estabilidade ao mês anterior (março) e a abril de 2025, com 2,7 mil exportações. Segundo Calvet, a queda da exportação foi motivada pela falta de demanda argentina, junto com a maior competitividade naquele país.

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