A Sabesp divulgou os resultados financeiros, de investimento e operacionais relativos ao terceiro trimestre de 2025 (3T35). Entre os meses de julho e setembro deste ano, o lucro líquido ajustado da companhia avançou 9,5% e somou R$ 1,28 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 14,7%, para R$ 3,21 bilhões. Já a receita líquida de serviços de saneamento (ajustada) permaneceu praticamente estável em R$ 5,47 bilhões ante o 3T24.
O destaque da empresa foi o investimento em CAPEX, que alcançaram R$ 4 bilhões no 3T25, o maior valor trimestral, segundo a Sabesp, com alta de 10% frente ao 2T25 e de 175% contra o 3T24. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, os aportes somaram R$ 10,4 bilhões.
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No campo operacional, as ligações ativas de água cresceram 0,6%, para 9,509 milhões, e as de esgoto avançaram 1,1%, chegando a 8,245 milhões. Isso refletiu no aumento de 1,6% de volume faturado em relação ao 3T24, decorrente da incorporação de novas economias e do avanço da universalização, além de melhoras em eficiência operacional. A linha de custos e despesas apresentou uma redução de 15,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com destaques para a redução de despesas gerais, melhora na arrecadação e otimização do consumo de energia por meio da migração para o mercado livre.
Em julho, a Sabesp reforçou sua liquidez ao captar R$ 4,9 bilhões em dívidas com vencimentos de 5, 7 e 10 anos, alongando o perfil de pagamentos. Com R$ 11,6 bilhões em caixa — suficientes para cobrir mais de quatro anos das amortizações de principal — a companhia entra no ciclo de obras com uma posição financeira ainda mais estável.
Universalização e metas ambientais
A Sabesp também divulgou que, até outubro de 2025, levou água potável a mais de 616 mil novas unidades (acima da meta anual), conectou 734 mil novas unidades de esgoto e levou tratamento a quase 949 mil novas unidades, atingindo 92% da meta do ano. A companhia também lançou no último trimestre a página Acompanhe o Futuro, em que a população pode ter acesso ao avanço das metas de universalização mês a mês.
Já em 3 de novembro, a Sabesp detalhou metas de descarbonização até 2035 que caminham junto com a universalização do saneamento: reduzir em 15% as emissões totais somando Escopos 1, 2 e parte do 3 — isto é, as emissões diretas das operações (Escopo 1), as associadas à eletricidade comprada (Escopo 2) e uma parcela da cadeia de valor (Escopo 3). Só no Escopo 2, a empresa quer cortar em 43%, enquanto espera diminuir em 41% a intensidade de emissões no Escopo 1, de 1,61 para 0,94 tCO₂e por 1.000 m³ de esgoto tratado.
Na prática, a companhia se propõe a emitir menos tanto no total quanto por unidade de serviço, mesmo tratando mais esgoto. Para isso, o plano combina modernização de estações e processos com controle de metano, ganho de eficiência energética e maior uso de energia renovável e de contratos no mercado livre, de modo a sustentar o ciclo de obras sem aumento proporcional das emissões.


