Brava compra participação de campos de petróleo da Petronas

Empresa anunciou aquisição de 50% de participação nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões

Por Redação

em 21 de Janeiro de 2026

Após mudanças em sua liderança, a Brava realiza um passo importante em sua estratégia de gestão de portfólio ao anunciar a aquisição da participação da Petronas no campo de petróleo de Tartaruga Verde (Concessão BM-C-36) e no Módulo III do campo de Espadarte, na Bacia de Campos (RJ). A transação é avaliada em US$ 450 milhões por 50% do que é detido pela Petronas.

O valor total da operação será distribuído da seguinte forma: US$ 50 milhões pagos na data de assinatura do contrato e outros US$ 350 milhões no fechamento da transação (closing), sujeitos a ajustes relacionados a data efetiva da transação (1º de julho de 2025). Ainda estão previstas duas parcelas futuras, no valor de US$ 25 milhões cada, a serem pagas em 12 e 24 meses após o fechamento, respectivamente.

Relevância dos campos de petróleo para a Brava

Localizados na porção sul da Bacia de Campos, o Campo de Tartaruga Verde e o Módulo III do Campo de Espadarte, representam uma operação consolidada e de alta produtividade. Em 2025, os ativos registraram produção média de aproximadamente 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia (100% do ativo), composta majoritariamente por óleo.

A operação é realizada através do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, que conta com 14 poços produtores (11 em Tartaruga Verde e 3 em Espadarte). As concessões têm vigência garantida até 2039.

Compra faz parte de estratégia de longo prazo, diz novo CEO

Segundo Richard Kovacs, recentemente escolhido como diretor-presidente da Brava, a transação marca o início de sua estratégia de longo prazo para a empresa. “A aquisição está alinhada ao plano de revisão contínuo do portfólio da Brava e ao compromisso em buscar retorno ajustado a riscos e eficiência na alocação de capital. A companhia continuará avaliando oportunidades de revisão de portfólio, mantendo o compromisso de gerar valor aos acionistas.”

A Brava prevê que a conclusão da transação ocorra ainda em 2026 após o cumprimento de condições precedentes usuais para transações dessa natureza, incluindo, entre outras, a obtenção das aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (“CADE”) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (“ANP”).

Na última segunda-feira (12), a Brava nomeou o então presidente do conselho, Richard Kovacs, como seu novo CEO, no lugar de Décio Oddone, que deixa a companhia no dia 31 de janeiro.

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