O Scania Banco atingiu o teto do total de propostas de financiamento protocoladas no Move Brasil 2 no perfil pessoa jurídica, com R$ 2 bilhões celebrados. O montante corresponde a 2.010 caminhões, 300 implementos rodoviários e 60 ônibus. O valor total disponibilizado pelo BNDES ao mercado foi de até R$ 21,2 bilhões.
Ainda há recursos para o perfil pessoa física/autônomos disponíveis pelo BNDES para financiamentos. O programa do governo federal teve início no dia 29 de maio e tem prazo limite para contratação via BNDES até 28 de agosto de 2026. O cliente terá até seis meses de carência e até 60 meses para pagar, tendo juros mais baixos do que os praticados antes do programa.
Scania celebra iniciativa governamental
Para a Scania, as duas etapas do MoveBR foram uma grande oportunidade para registrar um ano melhor nas vendas de caminhões e ônibus em 2026. De acordo com o diretor comercial do Scania Banco, Fábio D’Angelo, o Move Brasil trouxe um fôlego para a operação num ano desafiador de queda de vendas.
“O Move Brasil se consolidou como um instrumento essencial para estimular a renovação de frota no país, com impacto direto na eficiência, na segurança e na sustentabilidade do transporte. Foi uma iniciativa muito bem-vinda e importante do governo federal”, complementa Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros Brasil. Ainda segundo D’Angelo, a Scania pretende trazer mais ações para oferecer ao mercado no restante do ano.
O Move Brasil 1 (ou MoveBR), foi lançado entre dezembro (2025) e janeiro (de 2026), e teve R$ 10 bilhões disponíveis para a compra apenas de caminhões. Desse total, a Scania Serviços Financeiros viabilizou mais de R$ 1 bilhão em negócios e a comercialização de mais de 1.250 caminhões.
Move Brasil 2 é esperança do setor para 2026
Em maio deste ano, quando o Governo Federal já tinha anunciado a segunda fase do programa, a Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos no Brasil, já havia apontado expectativas positivas. O programa dá esperança para um setor que enfrentou queda de 17% nas vendas de veículos pesados (ônibus e caminhões) no primeiro quadrimestre de 2026. Foram 37,2 mil emplacamentos no período, contra 44,8 mil entre janeiro e abril de 2025. A queda preocupa o setor, que agora aposta no Move Brasil 2 como forma de garantir pelo menos uma estabilidade do mercado.
A expectativa é que a segunda etapa do programa ao menos puxe as vendas para os mesmo patamares do ano passado. O foco maior é na renovação de frota para autônomos e dá algum otimismo para a associação, que aposta na diminuição da taxa de juros ao longo do ano, mesmo que não seja na velocidade que desejava.


