Escassez de mão de obra faz construção civil olhar para tecnologia

Na Expo Build, em Curitiba (PR), palestrante apresenta pontos em que a tecnologia pode ajudar a contornar desafios do setor e a importância da integração de soluções

Por Redação

em 6 de Julho de 2026

A demanda por novas obras segue aquecida, mas o setor da construção civil convive com uma severa escassez de mão de obra qualificada, além do aumento do custo de contratação e da dificuldade em manter equipes técnicas completas. O tema foi destaque na palestra “Construção 4.0: como a Inteligência Artificial está transformando a performance das empresas do setor”, realizada durante a Expo Build, em Curitiba (PR) na última semana.

De acordo com Thiago Weingartner, sócio-fundador da BTech, o desafio atual já não é apenas conjuntural, mas estrutural. Dados apresentados na palestra mostram que 22,5% dos trabalhadores da construção civil têm mais de 60 anos, que 82% das construtoras não conseguem preencher todas as vagas destinadas a operários e que o custo da mão de obra aumentou 69% nos últimos dez anos. As informações são da CBIC (2024), Plox (2024) e Leonardi (2024).

Automação surge como opção

Uma das boias de salvação que o setor enxerga é a automação, uma resposta direta à defasagem de equipes técnicas. Segundo especialistas, a tecnologia não substitui o fator humano, mas amplia a capacidade produtiva dos profissionais disponíveis, especialmente em um cenário de escassez e alta pressão por prazos.

Entre as principais aplicações apresentadas estão:

  • a automação de diagnósticos e projetos integrados ao BIM (Building Information Modeling), que permite antecipar interferências e erros antes da execução;
  • o planejamento preditivo da produção, que utiliza dados históricos e variáveis climáticas para otimizar prazos, equipes e logística;
  • e sistemas de dosagem e aplicação guiada, que aumentam a precisão técnica em etapas críticas como impermeabilização e cura do concreto.

Leia mais

Falta de integração de dados também é um desafio

A palestra também destacou que o setor vive um desafio adicional: a falta de integração entre informações, processos e sistemas. Para os especialistas, o ganho de produtividade depende cada vez mais da conexão entre dados ao longo de toda a cadeia da obra.

Mudanças rápidas no mercado exigem soluções tecnológicas igualmente ágeis, capazes de centralizar informações e reduzir perdas operacionais. Nesse contexto, ganha força a ideia de plataformas integradas, que concentram diferentes serviços em um único ambiente, reduzindo fragmentação e aumentando a eficiência. Na palestra, a proposta de integração apareceu como diferencial competitivo, permitindo que empresas tenham visão unificada da obra e tomada de decisão mais rápida.

A lógica apresentada aponta para sistemas que reúnem informações em uma única plataforma, tornando o processo mais dinâmico, rastreável e otimizado — com impacto direto em custos, produtividade e controle de execução.

    Os assuntos mais relevantes diretamente no seu e-mail

    Increva-se na nossa newsletter e receba nossos conteúdos semanalemnte

    Aceito receber a newsletter por email