A Mitsubishi Electric, fornecedora de automação industrial, destaca o papel da tecnologia para a universalização dos serviços de água e esgoto prevista pelo Novo Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2020. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que mais de 35 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água tratada e cerca de 100 milhões vivem sem coleta de esgoto adequada. Segundo a empresa, até 2033, o setor precisará acelerar investimentos em tecnologia, eficiência energética e gestão inteligente.
“O saneamento não pode ser tratado apenas como uma obra de infraestrutura, mas como um sistema vivo, que precisa ser monitorado, ajustado e controlado de forma inteligente. A automação permite reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e assegurar que a água chegue de maneira confiável a quem mais precisa”, afirma Renato Damasceno Bedendi, Supervisor de Marketing de Produto.
Mitsubishi apresenta benefícios da automatização no saneamento
A empresa destaca que o processo de tratamento de água pode ser automatizado em todas as etapas, desde o bombeamento nos reservatórios até a distribuição final. Isso inclui pré-tratamento, coagulação, floculação, decantação, filtração, cloração, fluoretação e desinfecção. Cada variável crítica, como temperatura, vazão, pressão, dosagem de insumos químicos e qualidade final da água, pode ser monitorada em tempo real, com alertas imediatos em caso de desvios.
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No tratamento de esgoto, a automação cobre desde o gradeamento inicial, caixas de areia e decantadores, até tanques de aeração, sistemas de desinfecção e filtros, garantindo confiabilidade antes do descarte em rios. Essa rastreabilidade oferece maior transparência aos processos, além de facilitar a manutenção preditiva e prolongar a vida útil dos equipamentos.
Eficiência energética, sustentabilidade e universalização
Outro ponto essencial é a economia de energia, já que o consumo elétrico representa a segunda maior despesa operacional do setor. Com inversores de frequência inteligentes e algoritmos de controle avançado, é possível otimizar o uso de bombas e motores, diminuindo perdas e reduzindo significativamente os custos.
“A integração de sistemas de automação, aliada à conectividade das redes industriais modernas, cria uma gestão mais eficiente, transparente e sustentável. Esse é o caminho para que o Brasil avance em direção às metas do Marco Legal e garanta qualidade de vida à população”, destaca Renato.
A automação e a telemetria já demonstraram impacto positivo em projetos-piloto realizados por grandes companhias de saneamento, permitindo detectar vazamentos, otimizar a distribuição, reduzir o índice de perdas de faturamento e elevar a confiabilidade do abastecimento.


