Intercement quer usar capim para fazer cimento

Da redação – 12.10.2016 –

O capim elefante é um dos três tipos de vegetais usados no processo.
O capim elefante é um dos três tipos de vegetais usados no processo.

A cimenteira Intercement associou-se à Embrapa para desenvolver o uso de biomassa de plantas forrageiras (capins) na geração da energia usada na produção de cimento. Esse plano visa atender parte da agenda sustentável adotada pela empresa em 2009, quando foi constatado que a energia térmica é a mais usada na produção de cimento, provocando emissões diretas de dióxido de carbono.

Os estudos estão fixados em três espécies de gramíneas forrageiras tropicais: capim elefante, capim mombaça e capim brachiaria. Segundo a Embrapa, há nelas grande quantidade de biomassa, algo que, associado aos fatos de que precisam de poucos insumos para proliferar e de que se adaptam facilmente a diferentes tipos de solo e clima, explicita os benefícios econômico e ambiental que a Intercement vislumbra.

Os trabalhos, em escala piloto, são conduzidos na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), e na unidade fabril da InterCement, em Cezarina (GO). Neste ano, foram colhidas cerca de 105 toneladas de biomassa que, após análises, serão utilizadas como fonte de energia no processo de produção de cimento.

“Os resultados obtidos até o momento têm sido positivos, indicando uma possibilidade concreta da utilização de biomassa, entre as diferentes opções de combustíveis”, afirma Marcelo Ayres, pesquisador da Embrapa e responsável pela pesquisa.

A Intercement tem 40 fábricas de cimento e moagens e capacidade instalada de mais de 47 milhões de toneladas/ano, o que a coloca entre as dez maiores empresas internacionais de cimento do mundo.

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