Municípios precisam desburocratizar processos para desenvolver infraestrutura de telecom, dizem especialistas 

Redação – 17.09.2021 – Durante evento com representantes do setor e políticos, ficou clara a necessidade de as prefeituras iniciarem processos com objetividade e simplificação 

O Movimento Antene-se, formado por entidades do setor de telecomunicações, reuniu autoridades, líderes de entidades e especialistas no webinar “O desafio da infraestrutura de conectividade diante da chegada do 5G”, realizado durante o Painel Telebrasil 2021, que ocorreu esta semana. O evento online apresentou o desafio dos municípios brasileiros de avançar em infraestrutura de telecom, principalmente diante das demandas que serão geradas pelo 5G e também os avanços que estão sendo realizados nesse sentido. 

Eduardo Amaral, coordenador-geral de Telecomunicações na Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, tratou dos principais pontos do novo Projeto de Lei Modelo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para contribuir com cidades de todo o país que buscam avançar em suas regulamentações para infraestruturas de telecomunicações. 

Segundo ele, o projeto é bastante enxuto, o que facilita o debate nas Câmaras Municipais. “Esperamos que o texto possa ser aproveitado por todos os mais de 5 mil municípios do nosso país, de modo a acelerar a chegada 5G. Esse foi o espírito que nos direcionou a produzir esse material”, comentou Amaral. 

O problema dos municípios na infraestrutura de telecom

Os principais problemas dos municípios são a lentidão e a forte burocracia para a instalação de infraestrutura de telecom. “O que as cidades podem fazer para melhorar é estabelecer um processo centralizado e objetivo, com prazos inferiores a dois meses para licenciamentos de novas infraestruturas”, afirmou Eduardo Tude, proprietário da consultoria Teleco. 

Segundo ele, há evolução no País, mas ainda há muito trabalho a ser feito. A expectativa é que o PL da Anatel ajude a acelerar o convencimento dos municípios de que é preciso que se tornem cidades amigas da internet. 

Segundo Antônio Carvalho, secretário municipal de Governança da Prefeitura de Maceió, os municípios têm o papel da regionalidade na implementação dos avanços em conectividade. “Nas legislações municipais que saíram mais recentemente, identificamos que estão sendo deixados para trás pontos que são desnecessários para os licenciamentos. Resumindo, o caminho para os municípios é simplificar e entender o fluxo para poder racionalizar”, disse. 

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Podcast

    Redação InfraDigital – 20.10.2021 – Pesquisa aponta que 88% dos bancos investiram em UX em 2019, de olho em novas experiências 

    O início da pandemia de covid-19 interrompeu a digitalização do mercado financeiro no Brasil, aumentando em 17% a circulação do dinheiro em espécie no País. O índice foi resultado da entrada do auxílio emergencial de R$ 600 (que chegava a R$ 1200 para famílias chefiadas por mães solo) e por pessoas que guardaram o dinheiro em casa por segurança. No entanto, a praticidade que os meios digitais de pagamento, como o Pix, trazem podem mudar essa realidade. 

    No último podcast da segunda temporada de “O Futuro do Dinheiro”, especialistas do mercado discutiram as mudanças que o setor financeiro tem passado. Fabiano Sabatini, especialista em IoT da Intel, lembrou da pesquisa Digital Banking Report, da consultoria Infosys, que aponta que 88% dos bancos aumentaram o investimento em tecnologia para gerar uma melhor experiência ao cliente. 

    Esse investimento se reflete, por exemplo, na adoção do open banking, como lembra Matheus Marcondes Neto, especialista da Diebold Nixdorf. Além de citar diversos exemplos de tecnologia, ele destacou a simplificação que isso geral ao segmento financeiro, permitindo que clientes possam integrar seus dados entre diferentes serviços bancários para obter melhores soluções. 

    Outro exemplo da digitalização é a integração entre os ambientes físicos e digitais, que já acontece hoje. Aplicativos de diferentes bancos já mostram onde o cliente pode encontrar caixas eletrônicos que atendem a marca e até começar o processo de saque pelo smartphone, como melhor explica Neto no episódio do podcast. 

    O desafio está não só em apresentar melhores experiências, mas também garantir a segurança nos processos sem que isso se torne um incômodo. Sabatini explica que, por isso, os caixas eletrônicos podem contar com tecnologia Intel para garantir a otimização da criptografia. Funciona de forma parecida com o WhatsApp: ele criptografa os dados do cliente ao sair da máquina de autoatendimento até entrar na rede do banco da pessoa. Segundo Neto, da Diebold Nixdorf, isso garante que o cartão não seja clonado, por exemplo. 

    Confira o episódio completo: